Porto Velho/RO, 16 Dezembro 2020 09:33:31

CarlosSperança

coluna

Publicado: 16/12/2020 às 09h32min | Atualizado 16/12/2020 às 09h33min

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Distrito Industrial e novo terminal rodoviário, na Capital, ainda fora das pautas

A pandemia testou a qualidade do Estado brasileiro. Fez necessária a complementação de renda para quem perdeu ocupações com os..

A pandemia testou a qualidade do Estado brasileiro. Fez necessária a complementação de renda para quem perdeu ocupações com os controles sociais, obrigando o Congresso a definir um auxílio emergencial e o governo a aceitar o triplo do que pretendia entregar. Com a medida, necessária também ao se comprovar a segunda onda, os efeitos da crise foram mitigados. Do aparente nada, como se fossem fantasmas vivos, surgiram os invisíveis: pessoas tão carentes que sequer possuíam identidade, CPF ou conta bancária para aparecer no radar oficial. Não se pode precisar o número de invisíveis que se materializaram e dos ignorados – quem vive de bicos e de repente ficou sem eles –, pois se dissolvem na massa de 50 milhões de brasileiros que se cadastraram para receber o ganho provisório. Descontados os malandros que não cumprem os requisitos, na mira das investigações para providenciar a devolução, a questão é o que vão fazer em janeiro os 50 milhões já sem o auxílio – uma população maior que a da Espanha. Não existem modelos para prever o futuro de tantos agora visibilizados, excluídos e ignorados, mas se pode imaginar que será algo como o Green Hell, jogo lançado há pouco. Você cai no meio da floresta, sem comida nem ferramentas, e precisa escapar vivo de feras e inimigos. Só tem em mãos um rádio para ligar à amada. Talvez o nome dela seja “Pátria”.

Não falam

Já observaram que nem o governador Marcos Rocha (que se recupera com a família do covid), tampouco o prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (PSDB) falam na construção do novo terminal rodoviário e tampouco da recuperação do Distrito Industrial da capital, abandonado pelas últimas gestões municipal e estadual? São duas obras importantes, mesmo que o combate ao covid 19 e o sistema de saneamento básico sejam as maiores prioridades da população nos próximos anos.

Comunicadores

Enfrentando forte concorrência no segmento, os comunicadores Marcelo Reis (reeleito), Alex Palitot (reeleito) e Everaldo Fogaça conseguiram emplacar mandatos na capital. Reis já no terceiro mandato, Alex no segundo e Fogação voltando a casa de leis depois de quatro anos fora. Luan da TV, Rosinaldo Guedes, William Homem do Tempo ficaram de fora. Já, Anízio Gorayeb, desistiu, Buiu foi atrapalhado pelo covid, a  jornalista e ativista Luciana não decolou.

Peleja

Muitos nomes já estão sendo cogitados para a disputa ao Senado em Rondônia em 2022 projetando uma regionalização de candidaturas. Da Zona da Mata deve emergir Expedito Junior (PSDB), da região do café a deputada federal Jaqueline Cassol (PP), do Vale do Jamari Thiago Flores (PSL), de Vilhena, o empresário do agronegócio Bagatoli, de Ouro Preto do Oeste, Alex Testoni, de Porto Velho Leo Moraes (Podemos), Mauro Nazif (PSB).

Alto Clero

Pelas conversas de bastidores já se sabe que o alto clero da política rondoniense ficará de fora da disputa ao governo do estado em 2022. Tanto o ex-governador Ivo Cassol, como o ex-governador Confúcio Moura (este cumprindo mandato de excelência no Senado) não entrarão na peleja. Pelo lado de Confúcio se sabe que o deputado federal Lucio Mosquini (Ouro Preto ) será o candidato para o CPA. Já, Cassol estuda um nome que fará dobradinha com Jaqueline ao Senado.

 Milicos

A onda de militares se elegendo na aba do presidente Jair Bolsonaro acabou cedo, não durou dois anos. Em Porto Velho e no restante do estado os candidatos bolsonaristas tubularam gloriosamente, com votações pífias e a candidata do centrão que faz parte do governo Bolsonaro, Cristiane Minhoca, foi derrotada em segundo turno por uma bela diferença de votos. Pelo que se viu nas eleições 2020 o bolsonarismo não terá vida longa no país.


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sobre Carlos Sperança

Um dos maiores colunistas político do Estado de Rondônia. Foi presidente do Sinjor. Foi assessor de comunicação do governador José Bianco entre outros. Mantém uma coluna diária no jornal Diário da Amazônia.

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