Porto Velho/RO, 15 Abril 2020 07:19:49

CarlosSperança

coluna

Publicado: 15/04/2020 às 07h19min

A-A+

Eleição está com data cada vez mais indefinida

As eleições de 82 Nas primeiras eleições gerais do recém-nascido estado de Rondônia – menos para governador  e prefeito – estas..

As eleições de 82

Nas primeiras eleições gerais do recém-nascido estado de Rondônia – menos para governador  e prefeito – estas bandas recebiam grandes investimentos das esferas federais e o então presidente João Figueiredo e o Ministro do Interior Mário Andreazza (ambos militares) mantinham enorme carinho com o novo estado. Neste cenário, o coronel Jorge Teixeira de Oliveira governava o estado e o prefeito Sebastião Assef Valadares, o município de Porto Velho, ambos nomeados.

Corria o ano de 1982 e a recessão corria solta no País. Mas Rondônia era um canteiro de obras, além da corrida ao ouro do Rio Madeira, a migração desenfreada dos colonos em busca de módulos rurais e a mineração da cassiterita no Vale do Jamari. Neste ambiente, Rondônia elegeu três senadores – Odacir Soares, Galvão Modesto e Claudionor Roriz – oito deputados federais – os mais votados Mucio Athayde (MDB) e Chiquilito Erse (PDS) e 24 deputados estaduais. Destes, José Bianco e Oswaldo Piana anos depois seriam eleitos governadores, Amir Lando, Bianco, Ernandes Amorim e Ronaldo Aragão senadores. Muitos estaduais também seriam eleitos prefeitos, como Tomás Correia em Porto Velho, Ernandes Amorim e Ariquemes, José Bianco em Ji-Paraná. E destaque maior para Amir Lando que chegou ao cargo de Ministro da Previdência, além de ter sido um baita tribuno no Senado.

Mesmo com muitos políticos recém chegados, o eleitorado emplacou legislaturas de qualidade. No caso da Assembleia Legislativa, os parlamentares seguintes não conseguiram acompanhar a qualidade do desempenho da primeira turma que teve o trabalho histórico de elaborar a primeira Constituição de Rondônia, com Bianco, Amizael, Jacob Atalah, Amir Lando e Tomás Correia liderando as ações. Bons tempos.

…………………………………………

Clima de indecisão

O que mais impressiona no campo político, em meio da tragédia da pandemia do coronavirus é a indecisão dos principais candidatos à prefeitura de Porto Velho de entrar na peleja, cuja eleição está com data cada vez mais indefinida. Tanto prefeito Hildon Chaves (PSDB), como os deputados federais Mauro Nazif (PSB) e Leo Moraes (Podemos) não confirmam as postulações arrastando suas definições para as convenções de agosto.

Plano Diretor

Revisado a cada dez anos por exigência do Ministério das Cidades, o Plano Diretor do município de Porto Velho também padece com o coronavirus. Ocorre que muitas audiências públicas para tratar do assunto acabaram suspensas por conta da pandemia que se alastra em Rondônia. O documento projeta o crescimento  ordenado da sede e seus distritos, define a expansão urbana, melhorias para a mobilidade, coleta de lixo, transporte coletivo, etc.

Os impressos

 Ao meio de tantas agruras e o coravirus se espichando pela aldeia rondoniense, este rotativo vai se mantendo, enquanto jornais centenários em vários estados já se foram. O próprio Alto Madeira com seus 100 anos não resistiu a crise dos impressos. E Porto Velho que já teve cinco jornais diários – no auge dos impressos – agora só tem um com circulação estadual que é o nosso amado Diário da Amazônia.

Cinco impressos

Por falar em jornais, ao final da década de 80 a mídia impressa vivenciava seus melhores dias em Porto Velho. A cidade contava com a metade da população atual – cerca de 270 mil habitantes – e circulavam o Alto Madeira, o Guaporé, A Tribuna, Estadão de Rondônia e o Imparcial, além de vários semanários e  revistas – inclusive a minha Momento que cerrou as portas em 2015 – que acabaram fechando com o tempo deixando lacunas na comunicação rondoniense.

Aposta arriscada

O colunista alertou na semana passada da aposta arriscada dos prefeitos rondonienses em busca da reeleição abrir as portas do comércio e afrouxar o distanciamento social. Foi o caso de Ariquemes que não tinha nenhum caso até a semana passada e terminou o domingo como o segundo município mais atingido pelo coronavirus no estado. Os alcaides vão descobrir logo em seguida que os mesmos que clamavam pela abertura do comércio, desandando as coisas, serão os primeiros a pedir suas cabeças pela irresponsabilidade.

 

Via Direta

*** Coisa de louco a estiagem no Paraná  que já causando graves prejuízos no abastecimento de água nas cidades e na zona rural*** Esperamos que o verão amazônico não repita a secura que ocorre no Sul do País*** Porto Velho enfrenta a coronavirus no osso do peito. Metade da população não conta com água encanada para lavar as mãos, como é recomendado pelas autoridades da saúde pública*** E os bilhões do fundo eleitoral para onde vão? Para o bolso dos políticos ou para combater a pandemia?*** O pedetista Ciro Gomes, presidenciável do PDT não se entende mais com Lula e Dilma. Assim fica difícil montar uma Frente de Esquerda para enfrentar Bolsonaro (a direita) e João Dória ( centro) nas eleições presidenciais de 2022 *** Teremos um verdadeiro recorde de candidatos a prefeitura de Porto Velho nas eleições de outubro (havendo adiamento, em dezembro)***Ocorre que muitos inspetores de quarteirão estão se achando…. 


Deixe o seu comentário

sobre Carlos Sperança

Um dos maiores colunistas político do Estado de Rondônia. Foi presidente do Sinjor. Foi assessor de comunicação do governador José Bianco entre outros. Mantém uma coluna diária no jornal Diário da Amazônia.

Arquivos de colunas