Porto Velho/RO, 01 Abril 2021 13:16:34
Diário da Amazônia

Empresas e profissionais de eventos fazem protesto por auxílio emergencial

A manifestação é pela resposta da linha crédito prometida pelo Governo do Estado à categoria que aguarda há um ano pela medida.

Por Redação Diário da Amazônia
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Publicado: 01/04/2021 às 11h41min | Atualizado 01/04/2021 às 13h16min

Foto: Divulgação

Mais de 150 trabalhadores da área de eventos realizaram um protesto na tarde de quarta-feira (31), no Spasso Multieventos, localizado no bairro Nova Porto Velho, na capital de Rondônia. A manifestação é pela resposta da linha crédito prometida pelo Governo do Estado à categoria que aguarda há um ano pela medida.

Segundo Rejane Balione, uma das participantes da manifestação, no dia 13 de fevereiro houve uma reunião afim de solucionar o problema junto ao Superintendente Estadual de Desenvolvimento Econômico e Infraestrutura, Sérgio Gonçalves da Silva, que na ocasião afirmou que existe um projeto para amparar os profissionais.

Balione relata que na reunião, foi confirmado que até o dia 10 de março, os trabalhadores estariam com a linha de crédito disponível e que segundo ela, não aconteceu. “Hoje é dia 31 e a resposta que temos do governo é que infelizmente ainda não conseguiram, que ainda tem algumas dificuldades através dos bancos”, disse Rejane.

Outra reivindicação da categoria é a possibilidade de retorno das atividades, respeitando o decreto, oferecendo o serviço com a capacidade reduzida. Os profissionais questionam o funcionamento de restaurantes, templos religiosos e comparam. “Se um restaurante pode funcionar com a capacidade de 30%, porque que nós não podemos trabalhar com as mesmas regras? Quando pedimos para voltar a trabalhar com eventos, não pedimos para liberar eventos grandes, com bebidas alcóolicas, nem nada disso. Estamos pedindo para que a classe volte a trabalhar dentro dos protocolos de segurança”, pontuou Balione.

Junto com essas reivindicações, os profissionais também pedem atenção e empatia para questões relacionadas aos impostos de IPTU e cobrança do alvará de funcionamento. “Nós estamos há um ano sem trabalhar, e agora a prefeitura está cobrando os impostos como se a categoria estivesse trabalhando normalmente. Estamos com tudo fechado e impedidos de ganhar nossa renda”, enfatizou.

A reportagem do Portal Diário da Amazônia entrou em contato com Superintendência Estadual de Desenvolvimento Econômico e Infraestrutura (Sede), mas até o fechamento desta matéria, não obtivemos resposta.

Crise no setor

Em uma pesquisa realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em abril de 2020, a pandemia já tinha afetado 98% do setor de eventos. Ainda de acordo com o levantamento, o faturamento apresentou uma queda entre 76% e 100% na comparação com o mesmo período em 2019.

 



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