Porto Velho/RO, 12 Dezembro 2019 06:36:24

    CarlosSperança

    coluna

    Publicado: 15/08/2019 às 15h35min

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    Enquanto Tomás cura o pisão no dedão, Pereirinha pensa no futuro

    Abalos no fundo Os abalos no Fundo Amazônia vieram da incapacidade de levar adiante o diálogo entre governo, banco gestor e doadores. Um..

    Abalos no fundo
    Os abalos no Fundo Amazônia vieram da incapacidade de levar adiante o diálogo entre governo, banco gestor e doadores. Um simples e rápido freio de arrumação, limitado ao âmbito do BNDES, bastaria para fazer deste um caso superado.
    Infelizmente a situação se agravou, contra todas as expectativas, uma vez que o país clama pela atração de recursos externos para apoiar seu desenvolvimento, paralisado pelas tensões mundiais e cortes drásticos nos investimentos nacionais.
    A perda dos R$ 155 milhões que não vêm mais da Alemanha, acusada de querer “comprar” a Amazônia, apresentará prejuízos em cascata além do mero valor em reais, piorando a imagem já desagastada do Brasil.
    Como a natureza abomina o vácuo, os governadores da região tomaram a iniciativa de buscar parcerias diretas com doadores para financiar ações de combate ao desmatamento, já que a gritaria negacionista, ao contrário de desmentir, chamou ainda mais atenção ao problema.
    Há um pensamento em curso nos meios empresariais que os fatos vêm confirmando: “Se Brasília não atrapalhar, a coisa anda”. Resta confiar que os governadores conseguirão captar os recursos necessários para combater o desmatamento sem grandes atrapalhos.
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    O que passa?
    O ex-governador tampão Daniel Pereira (Solidariedade) ainda não decidiu seu futuro político no que tange a disputa da prefeitura de Porto Velho. Mas tem estimulado o surgimento de candidaturas em partidos que ele considera aliados do seu. Nos bastidores ele trabalha para uma aliança Solidariedade/PDT/PSB no pleito do ano que vem – e com ele pilotando a coalizão.

    Ainda a recessão
    A recessão ainda esta brava em Porto Velho. As panificadoras que viviam lotadas estão quase vazias. A capital ainda esta longe de retomar a pujança de anos passados nos segmentos hoteleiros e imobiliário, por exemplo. Além disto, a venda de carros usados patina. A mídia do comércio em jornais impressos e eletrônicos, emissoras de rádio e televisão esta em queda livre.

    Os indicativos
    Temos indicativos ruins nas esferas da segurança pública e na saúde para o governador Marcos Rocha em Rondônia e para o presidente Jair Bolsonaro no País. Alguma coisa ainda pelo legado recebido das gestões anteriores e pelos seguidos contingenciamentos de recursos gerados pela recessão econômica e pela queda de arrecadação, de outra parte por estratégias atuais equivocadas.

    A bandidagem
    Uma onda de assaltos a clinicas médicas e odontológicas e escritórios de outros ramos dos profissionais liberais vem ocorrendo na capital rondoniense. A bandidagem esta solta, muitos marginais com tornozeleiras perambulando pela região central e nos bairros, roubando e assaltando, demonstrando a falta de controle do sistema de monitoramento. É a nossa segurança em colapso.

    Dedão pisoteado
    Depois daquele barraco geral da convenção do MDB no ano passado, onde rolou desde pernadas a cadeiradas, o ex-dirigente do partido, o cardeal Tomás Correia sumiu do pedaço. Deve estar ainda curando o dedão pisoteado pelo ex-chefe da Casa Civil Emerson Castro e curtindo mágoa contra o senador Confucio Moura, possível mandante da agressão para tumultuar aquela convenção.

    Via Direta
    *** No interior do estado os municípios, em convênio com o governo estadual estão acelerando os processos de regularização fundiária *** Abandonados à própria sorte, os mendigos, doidos e noiados (drogados) de Porto Velho, fazem ponto nas padarias e restaurantes em horários selecionados *** A estratégia funciona, pois para se verem livres, os comerciantes se veem obrigados a dar alguma coisa para não perder os fregueses habituais *** Acabam fazendo o que as esferas governamentais não estão fazendo.


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    sobre Carlos Sperança

    Um dos maiores colunistas político do Estado de Rondônia. Foi presidente do Sinjor. Foi assessor de comunicação do governador José Bianco entre outros. Mantém uma coluna diária no jornal Diário da Amazônia.

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