Porto Velho/RO, 11 Junho 2021 16:28:50
Polícia

Esposas de policiais militares ameaçam fechar quartéis se acordo de reajuste salarial não for cumprido

Como o acordo não foi cumprido nos anos anteriores, a reinvindicação inclui agora inclui o acumulado em 24%.

Por Larina Rosa / Diário da Amazônia
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Publicado: 11/06/2021 às 12h44min | Atualizado 11/06/2021 às 16h28min

Foto: Roni Carvalho/Diário da Amazônia

As esposas dos Policiais Militares de Porto Velho amanheceram nesta sexta-feira (10) em frente ao 1° Batalhão da Polícia Militar em forma de protesto para reivindicar reajuste de salário dos PMs. A manifestação acontece de forma pacífica. Em algumas cidades do interior, as mulheres também fazer atos nas frentes dos quarteis.

Segundo a organização do movimento, o Governo do Estado realizou um acordo de reajuste anual de salário de 8% no pagamento dos militares. Como o acordo não foi cumprido nos anos anteriores, a reinvindicação inclui agora inclui o acumulado em 24%.

Regina é uma das manifestantes destaca que no momento os quarteis não estão interditados, porém aguardam uma posição do governo sobre o reajuste. Caso não ocorra correção de salários elas anunciam que irão bloquear a entrada dos portões dos batalhões.

Foto: Roni Carvalho/Diário da Amazônia

“Como o governador fez um acordo no ano passado e ele não cumpriu, que era de 24%, e que iria pagar os 8% do ano passado, e 8% nesse ano e referente ao ano de 2022. Só que ele não cumpriu com nenhum acordo e só quer pagar em 2022 somente 8%. Nós queremos os 24% de salário”, disse.

As mulheres destacam que os serviços essenciais estão funcionando. “Está tudo normal, ninguém está proibindo nada até hoje as 16h. Hoje a tarde vai ter uma reunião e o Governador vai dar posição sobre isso. Caso não cumpra, nós vamos fechar os quartéis”, contou.

Durante a manhã, o Procurador Geral do Estado, Maxwel Mota de Andrade concedeu entrevista no programa Fala Rondônia pela RedeTV! e falou sobre o reajuste.

“A equipe está fazendo um estudo sobre o que se pode fazer. Estamos abertos ao diálogo com as mulheres da Associação. O movimento é legítimo, mas o Estado tem que ter o pé no chão. Vimos uma situação recente de outros estados como Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro que não conseguiram pagar os pagamentos dos servidores. Um reajuste de 24% pesa na folha. E aqui no estado não temos problema com folha de pagamento”, disse o Procurador.

Foto: Roni Carvalho/Diário da Amazônia



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