Porto Velho/RO, 09 Maio 2020 10:49:03
Saúde

Estudo afirma que epidemia de coronavírus está fora de controle no Brasil

Imperial College, de Londres, diz que surto de Covid-19 está apenas no começo. E pontua que medidas mais rígidas precisam ser adotadas

A-A+

Publicado: 09/05/2020 às 10h48min

HUGO BARRETO/METRÓPOLES

Um estudo publicado nesta sexta-feira (08/05) pelo instituto Imperial College, de Londres, referência em medicina no mundo inteiro, afirma que o surto de coronavírus no Brasil está apenas começando. Um grupo de 59 especialistas produziu um relatório tendo como base o cenário brasileiro.

De acordo com o levantamento, o distanciamento social ajudou a frear a disseminação do vírus. A pesquisa aponta que, caso medidas mais rígidas não sejam adotadas, a situação tende a piorar. Os envolvidos no estudo afirmam que a doença está fora de controle no país.

“Em nenhum estado do Brasil nossos resultados indicam que a imunidade de rebanho está próxima de ser atingida, sublinhando o estágio inicial da epidemia no território nacional atualmente e a possibilidade de a situação piorar, a não ser que outras medidas de controle sejam adotadas”, assinalou a equipe do Imperial College.

A conclusão foi feita a partir da taxa de reprodução da doença (que, no Brasil, é a mais alta do mundo). No país, cada paciente contaminado infecta mais de uma pessoa – e a quantidade seria ainda mais expressiva não fosse o distanciamento social adotado. Em países europeus, o número é menor do que um. “Uma taxa de reprodução acima de 1 significa que a epidemia ainda não está controlada e irá continuar a crescer”, diz o documento.

“De forma geral, enquanto nosso estudo sugere que as medidas implementadas até agora tiveram um impacto na diminuição da transmissão da doença, ele também destaca sua insuficiência para o controle do coronavírus e a necessidade de adoção de mais medidas de limitação de contato, indo além das que foram colocadas em vigor, para a redução da taxa de reprodução da doença no Brasil para menos que 1”, conclui os especialistas.

Fonte: Metrópoles



Deixe o seu comentário