Porto Velho/RO, 07 Maio 2020 06:40:08

CarlosSperança

coluna

Publicado: 07/05/2020 às 06h40min

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Existem vários indícios de que a pandemia da coronavírus deverá tomar proporções dramáticas em Porto Velho

Um baque no otimismo Na primeira década do milênio, 2001 a 2010, havia em relação à Amazônia uma divisão às meias entre os..

Um baque no otimismo

Na primeira década do milênio, 2001 a 2010, havia em relação à Amazônia uma divisão às meias entre os otimistas e os pessimistas. Para os primeiros, a consciência ambiental crescente e a democracia resolveriam os seculares problemas da destruição da floresta e ações genocidas. Para os pessimistas, o negacionismo inflado pelas teorias da conspiração prejudicaria a campanha ambiental e a democracia foi apenas uma formalidade para que grandes empresas se beneficiassem dos favores públicos enquanto distribuíam propinas aos congressistas facilitadores e migalhas ao povo anestesiado pelo lulismo.

Agora, até por conta da Covid-19, o número de otimistas encolheu e o de pessimistas disparou. Sem grande contestação, os pessimistas supõem que a soma da doença descontrolada com incompetência, desídia, prevaricação e omissão governamentais permitirá aumentar a mortandade entre os povos e ao mesmo tempo acelerar a devastação da floresta.

Os velhos otimistas achavam que mais informação científica ajudaria no combate ao crime e na proteção ao meio ambiente, mas agora já não parecem tão certos disso. Segundo o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), o desmatamento sem freio deste ano tende a aumentar a intensidade do fogo, sobretudo nas terras públicas que a União e os Estados não protegem como deveriam. Mais um baque no otimismo.

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As convenções

O calendário eleitoral segue o mesmo sem alterações até agora com as convenções previstas para o meio do ano. Estamos a pouco mais de um mês para as definições das candidaturas a prefeito em Porto Velho, mas o que existe é um compasso de espera. A expectativa é que a eleição seja adiada, com todo calendário eleitoral alterado por conta da pandemia do coronavírus. Por isto a campanha está morna, só candidatos a vereança  estão se movimentando.

A geada negra

Está completando 45 anos de um dos maiores fenômenos climáticos do País: a geada negra no Paraná que dizimou os cafezais, arrasou a economia daquele estado, levando milhares de  pequenos produtores a falência e ao desespero, marcando o início da migração dos paranaenses para Rondônia. Tão forte foi a tragédia climática que gerou  até neve em cidades que nunca tinham visto. Rondônia foi uma alternativa de recuperação destes colonos que chegavam às pencas na década de 70 para o então território federal.

Sinais claros

Existem vários indícios de que a pandemia da coronavírus deverá tomar proporções dramáticas em Porto Velho a partir de agora. Primeiramente pela desobediência do isolamento social, um dos menores do País. Em segundo plano, pelo início das queimadas que provocam o aumento das doenças respiratórias na região. Por último, é a temporada da circulação dos vírus de diversas infecções gripais nos estados do sul do país que tem grande intercâmbio com Rondônia.

Exige união

E um momento em que o País precisa de união e dedicar todos os esforços no combate a pandemia. Mas o que se constata é o contrário, prefeitos com rixas com o governadores, deputados em pé de guerra com os governos estaduais e rivalidades tribais se acirrando num modelo adotado em Porto Velho que é o mesmo que levou toda desgraceira a Manaus. Lá ao invés da classe política deixar a politicagem de lado  se comportou como selvagens cães de guerra e a saúde pública despencou.

Em colapso

A recente aprovação de recursos na ordem de R$ 125 bilhões para estados e municípios pelo Congresso Nacional foi considerado um alento pelos prefeitos e governadores, mas não cobrindo inteiramente as folhas dos servidores municipais e estaduais. Já se sabe que  por conta da epidemia do coronavírus os pequenos municípios vão entrar em colapso nas próximas semanas. Antes as demandas como saúde, transporte e merenda escolar já não eram atendidas. Muito pior será  a partir de agora com tantas limitações. 

Via Diretas

*** Como já se sabe o partido Aliança pelo Brasil  está fora das eleições municipais,  e com isto os dissidentes do PSL e o bolsonarismo em geral estão se transferindo em Rondônia para os Republicanos, PRTB, e Patriotas*** No ano que vem, depois de usar a barriga de aluguel destas legendas, os bolsonaristas vão retomar os esforços para a implantação do Aliança pelo Brasil para a disputa das eleições presidenciais de 2022*** Em marcha lenta seguem as movimentações dos partidos na capital visando o pleito do ano que vem. Algumas legendas estão mais ativas, como o MDB, PTB, PV e PSB*** Depois  dos consórcios das Usinas que foram depenadas pelos políticos rondonienses agora é a vez da Energisa*** Mesmo “macaca velha” em outros estados, certamente  seus diretores não imaginavam da volúpia dos políticos rondonienses*** O bicho está pegando, é coisa de louco, torcida brasileira!*** E isto que nem começou a campanha eleitoral. E pagar o pato é preciso, Energisa! 

 


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sobre Carlos Sperança

Um dos maiores colunistas político do Estado de Rondônia. Foi presidente do Sinjor. Foi assessor de comunicação do governador José Bianco entre outros. Mantém uma coluna diária no jornal Diário da Amazônia.

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