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Diário da Amazônia

Exportação de gado vivo em ascensão

Em 2017, o volume de exportação de gado vivo registrou 263 milhões de dólares.

Por Assessoria
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Publicado: 18/02/2018 às 06h05min

A exportação brasileira de boi vivo tem registrado crescimento ao longo dos anos com a abertura de novos mercados

A venda de gado vivo por frigoríficos brasileiros ganhou os holofotes no início deste mês, quando duas organizações não governamentais conseguiram decisões judiciais que impediram que um navio carregado com 25 mil animais seguisse viagem à Turquia. A embarcação acabou sendo liberada, em função de um recurso do Governo Federal.

O caso jogou luz sobre um setor que vem crescendo cerca de 20% ao ano e se tornou alternativa de receita para pecuaristas e empresas de alimentos, como a Minerva Foods. Entidades ligadas ao bem-estar animal, porém, pretendem continuar a tentar barrar a atividade. Embora a venda de gado vivo seja uma prática antiga, esse segmento da pecuária ganhou força no início desta década, quando as vendas externas chegaram a 690 mil animais.

De 2010 a 2012, o principal destino dos bois brasileiros eram os frigoríficos da Venezuela. Com a severa crise econômica do país vizinho, as vendas despencaram em 2015. Para viabilizar o negócio, pecuaristas acharam um novo cliente: o mercado de religião islâmica. De 2016 para cá, as vendas voltaram a subir, até atingirem US$ 263 milhões em 2017, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, mas ainda bem longe do auge em volume. (ESTADÃO)

Preços da carne bovina registram queda no atacado

O mercado de carne sem osso ainda não sabe o que é valorização ou estabilidade em 2018. Desde o começo de janeiro foram cinco semanas seguidas de desvalorização no atacado. Os preços caíram, em média, 6,0% no período.

O comportamento que mais chama a atenção, por contrariar as expectativas, é o do começo de fevereiro. É inegável que se esperava uma melhora no cenário. O pagamento regular de salários e a melhora dos indicadores econômicos, em uma época de sazonal melhora de preços da carne, sustentavam o prognóstico positivo.

A boa notícia é a valorização do mercado atacadista, em dose meses, quase igual à da inflação. Em 2017, quase nunca se viu variação dos preços da carne ficar acima do registrado um ano antes, mesmo em valores nominais.

Os frigoríficos vão se virando com as margens, tentando pressioná-las o mínimo possível, mediante ofertas menores de compra para a arroba do boi gordo. Mas, cinco semanas seguidas de desvalorização nos cortes desossados foram suficientes para trazer a diferença entre o preço do boi gordo e a receita das indústrias para o menor patamar desde o final de 2016, 18,0%.
Por fim, a melhora no mercado segue intimamente ligada ao tamanho e à velocidade da recuperação econômica. (SCOT CONSULTORIA)



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