Porto Velho/RO, 21 Setembro 2021 11:45:47

SolanoFerreira

coluna

Publicado: 21/09/2021 às 08h43min | Atualizado 21/09/2021 às 11h45min

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Falta de planejamento gerou a crise hídrica e energética

Enquanto o Brasil afunda na crise hídrica, o cidadão continua pagando caro pela energia elétrica que chega em sua residência. Rondônia..

Enquanto o Brasil afunda na crise hídrica, o cidadão continua pagando caro pela energia elétrica que chega em sua residência. Rondônia basicamente não tem risco de apagão porque tem geração própria, mas a tarifa paga é tão cara como em qualquer outra parte do País. O aumento na tarifa de energia assusta consumidores. Com menos chuvas chegando aos reservatórios, a dependência das termelétricas cresceu, e elas não são apenas mais poluentes como também mais caras na geração de energia, e esse custo a mais é repassado ao consumidor.

O aumento foi exorbitante. No mês de julho, a tarifa de consumo de energia elétrica saltou de R$ 6,24 para R$ 9,49 para cada 100 kwh consumidos e, no mês de setembro, o consumidor pagou pelo mesmo consumo o valor tarifário de R$ 14,20. Em menos de três meses a tarifa dobrou. Esse gasto a mais poderia ser evitado se o governo federal tivesse feito um planejamento adequado para enfrentar o problema. Mas, simplesmente ignorou e deixou o País no risco de apagão e o povo pagando muito mais caro por um erro de gestão.

A crise hídrica também mostra que além da falta de gestão adequada para enfrentar o problema do momento, o governo também não tem projeto para suprir a demanda crescente de consumo. O Brasil é dependente das hidrelétricas e das usinas térmicas. O potencial brasileiro é enorme e poderia investir em geração nuclear, eólica, solar e de biomassa.

Apesar da participação das fontes renováveis na matriz elétrica nacional ficar em forno de 80% do total, dados do Ministério de Minas e Energia indicam que a principal fonte é a hidrelétrica com 60% da produção. Depois vem a eólica com cerca de 9%, biomassa e biogás com 9% e a solar centralizada com apenas 1%. Com esse modelo de geração, o Brasil vive dependente da água e das chuvas. Como o clima está surpreendente e o governo não tem nada planejado, tudo indica de a cada ano viveremos o drama de risco de apagão e certeza de preço alto para ter energia em casa.

 


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sobre Solano Ferreira

Editor-Chefe do Diário da Amazônia. Comunicador Social e Marketing/ Mestre em Geografia. Atua na Gestão Estratégica e Gerenciamento de Crise.

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