Porto Velho/RO, 20 Maio 2020 08:02:38

CarlosSperança

coluna

Publicado: 20/05/2020 às 08h02min

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Falta de unidade da classe política está levando o Brasil ao despenhadeiro

Vamos dar as mãos Num momento tão difícil para a Nação, com a pandemia do coronavirus se agravando, matando sem só e piedade, o que..

Vamos dar as mãos

Num momento tão difícil para a Nação, com a pandemia do coronavirus se agravando, matando sem só e piedade, o que se esperava das autoridades federais, estaduais e municipais, era um entendimento, se dando as mãos, para o enfrentamento da peste. Mas o que se vê é justamente o contrário: o presidente Jair Bolsonaro arrumando uma encrenca atrás da outra, os governadores se dissociando de um projeto nacional, os prefeitos tocando o barco do jeito que querem. Está estabelecida a casa da mãe Joana.

A falta de unidade da classe política está levando o Brasil ao despenhadeiro. Ao presidente da República se esperava nesta realidade caótica, um líder conciliador, mesmo porque a cada queda de ministro e troca de insultos com a imprensa o dólar sobe e os empresários se retraem nos investimentos com a insegurança causada. Não bastasse, os políticos querendo faturar com a doença, seja em prestigio ou em superfaturamento na aquisição dos equipamentos médicos.

Num contexto nacional cada vez mais complicado e com a brigarada política aumentando, reina a insensatez no lugar da serenidade. Lamenta-se ainda que a população não se junta para melhorar o índice de distanciamento social. A cada dia, mesmo com os cemitérios superlotados, o indicie diminui. Nem nas cidades com lockdow, os prefeitos e governadores conseguem manter a população em suas casas. Basta de insanidade. Passou da hora do entendimento, talvez um pacto nacional, numa união de esforços para conseguir vencer o inimigo invisível.

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O agronegócio

O agronegócio rondoniense com as exportações da soja e da carne cotadas em dólar turbinam a economia do estado equilibrando os graves prejuízos causados na queda da arrecadação com o comercio lojista e serviços pela pandemia do coonavirus. Infelizmente a piscicultura que vinha crescendo geometricamente em Rondônia, mas ainda sem o mercado externo conquistado, acabou decaindo num momento que já se planejavam os Days São Paulo e Brasília para turbinar o tambaqui rondoniense.

A insanidade

Desde que os primeiros exploradores enviados de Portugal entregaram ao rei relatório segundo o qual não havia riquezas dignas de explorar no Brasil achado em 1500 é prudente duvidar de dados oficiais. No caso da Covid-19, o medo e a insanidade “ideológica” chegam ao ponto de duvidar até do inegável.

Os negacionistas

O desmatamento não é o que os satélites mostram, as queimadas não destroem, caixões vazios são enterrados para simular calamidade… A farta distribuição de pânico nas redes sociais semeia a dúvida e confunde a opinião pública. Por ser um dos assuntos mais importantes e vitais para o mundo, a Amazônia é disputada por ambientalistas que já acreditam o mundo perdido e negacionistas que rejeitam a má noticia, como se ignorar a morte de um parente bastasse para revivê-lo.

As ameaças

O jornalista ambiental Jeremy Hance supôs que o excesso de ameaças sobre destruição iminente leva o público à negação e indiferença diante de tantas tragédias anunciadas. O alerta que deveria trazer consciência para os problemas produz avestruzes enfiando as cabeças no buraco para evitar o medo. É coisa de louco!

Os catastrofistas

No caso da pandemia, os catastrofistas supõem que o número de mortes na Amazônia seja três vezes maior que os dados anunciados e os negacionistas não acreditam que haja tantas mortes. A verdade deixa de ser um fato para ser uma escolha. Muitos escolhem a ideia que dói menos, ainda que irreal. A realidade assusta.

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Via Direta

*** O considerável aumento nas vendas de bebidas alcoólicas neste período de quarentena do coronavirus ajuda a explicar a violência contra as mulheres em Porto Velho *** A mulherada clama pelos companheiros no trabalho, pois já não aguentam mais tantos aborrecimentos *** Com os aeroportos e as companhias aéreas já funcionando em junho o problema é encontrar passageiros dispostos a viajar com a pandemia do coronavirus ainda em andamento *** As promoções na venda das passagens aéreas são das melhores para atrair de volta os clientes que sumiram do pedaço *** Trocando de saco para mala: a ameaça do fechamento em massa das escolas infantis em agosto é mais uma preocupação nesta temporada da peste do covid 19 *** Os prefeitos tão afeitos a viajar para Brasília para acompanhar emendas parlamentares agora terão uma plataforma digital do governo federal para se socorrer *** Agora só viajam aqueles que quiserem se forrar de diárias…


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sobre Carlos Sperança

Um dos maiores colunistas político do Estado de Rondônia. Foi presidente do Sinjor. Foi assessor de comunicação do governador José Bianco entre outros. Mantém uma coluna diária no jornal Diário da Amazônia.

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