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Capital

Famílias são retiradas de área inundada pelo Rio Madeira

Com a elevação repentina as famílias tiveram que sair de suas casas no final de semana.

Por Sara Cicera Diário da Amazônia
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Publicado: 11/02/2019 às 18h03min | Atualizado 12/02/2019 às 20h00min

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Defesa Civil ajudou na mudança (Foto: Taffarel Silva – Diário da Amazônia)

Seis famílias que moram em área de risco, no Beco do Birro e no Beco da Rede, localizados no bairro Balsa na margem direita do rio Madeira, tiveram que sair de suas casas após a elevação do nível do rio Madeira no final de semana. De acordo com a Defesa Civil, essas famílias acionaram a equipe e pediram ajuda para fazer a mudança devido a aproximação da água em suas casas.

Segundo o gerente de operação da Defesa Civil, Rogério Félix, a retirada das famílias começou na sexta-feira (8). “O nível do rio Madeira deu uma subida boa e nós estamos verificando e indo até os bairros que foram atingidos e vendo as famílias que querem sair”, nformou.

Conforme informou a Defesa Civil, as famílias que estão saindo da área de risco estão indo para casa de parentes. O nível do rio Madeira atingiu a cota de 16,35 na manhã de ontem.
Ana Costa, moradora do Beco da Rede, disse que acordou na madrugada de ontem (11) com a água dentro de sua casa. Ela ainda informou que vai ficar na casa porque não tem para onde ir.

“Eu estava dormindo e quando acordei a água já tinha invadindo o quarto e estava chegando na cozinha. Nós já fizemos a inscrição para ganhar uma casa da prefeitura, mas até agora não tivemos nenhuma resposta, só promessa, e nós não temos para onde ir”, disse ela, indignada com a situação.

O município, até o momento, não tem um abrigo preparado para atender às famílias que estão em área de risco.

O município ainda não tem um abrigo preparado para receber os desabrigados (Foto: Roni Carvalho – Diário da Amazônia)

BAIXO MADEIRA

De acordo com a presidente da Associação da Comunidade Terra Santa, Lenir Barbosa, os moradores do Baixo Madeira estão muito preocupados com a cheia de 2019. A Associação está chamando os órgãos competentes para conversar e buscar alternativas para apoiar os moradores que vivem no Baixo Madeira. A associação que cuida dos ribeirinhos está fazendo uma relação das famílias que desejam sair de suas residências.

“Eu estive em São Carlos no sábado e o nível do rio está alto, subiu muito. Nós fizemos uma reunião na sexta-feira com a Defesa Civil Estadual e vamos fazer outra reunião no dia 15 para falarmos sobre a situação da cheia. A preocupação nossa é que os moradores sejam pegos de surpresas. A maioria deles perderam tudo na última cheia porque não teve prevenção. Então nós estamos há dois meses trabalhando com a prevenção”, disse Lenir.

A água já está perto do quintal da casa da Rosilene Santos, moradora da comunidade São José, no Baixo Madeira. “O rio está muito cheio. Onde eu moro é baixo e por isso alaga rapidinho. Minha casa todo ano alaga, mas eu não chego a sair de casa porque a água não cobre. A água chega até o meu quintal. Medo eu tenho de ficar lá, mas eu vou para onde? A gente sofre porque a gente perde todas as plantações e os animais começam a entrar em casa com a cheia. Semana passada eu perdi o meu cachorro porque uma cobra picou ele”, relatou Rosilene, moradora do Baixo Madeira.

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