Porto Velho/RO, 10 Setembro 2020 09:13:22

SolanoFerreira

coluna

Publicado: 10/09/2020 às 09h13min

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Fronteira gigante e os limites da fiscalização e controle

A Operação Fronteira Fechada que vem sendo realizada em território brasileiro é apenas uma pequena porção do que ocorre diariamente..

A Operação Fronteira Fechada que vem sendo realizada em território brasileiro é apenas uma pequena porção do que ocorre diariamente na gigantesca fronteira. O Brasil faz limites terrestres com nove países da América do Sul, sendo: Uruguai, Argentina, Paraguai, Bolívia, Peru, Colômbia, Venezuela, Guiana e Suriname, e com o Departamento Ultramarino Francês da Guiana, totalizando a extensão de 16.886 quilômetros. Nesse volume de espaço tem divisa com água, terra descampada e uma imensidão de área florestada.

Por esta longa extensão passa diariamente contrabandos de produtos, mercadorias e drogas em volumes incontáveis. Tem ainda o contrabando de armas e munições que entram no Brasil oriundo dos países vizinhos. Essas ilegalidades alimentam o crime organizado, geram evasão de divisas tributárias, causam concorrências desleais com produtos brasileiros e muitas outras perdas.

Apesar de todo o esforço das forças de segurança e das operações realizadas com frequência, os criminosos conseguem driblar a fiscalização utilizando transportes por terá, água ou ar. De pequenas aeronaves ao lombo de pessoas, o transporte fronteira a dentro rende milhares de milhões às diferentes modalidades criminosas.

O custo que o Brasil tem em guarnecer essa vasta fronteira é alto, e poderia ser maior que valeria a pena, diante do que representaria em diminuição do crime organizado e das contravenções que nada arrecada ao fisco nacional. Do combustível boliviano aos cigarros paraguaios; dos eletrônicos ‘xing-ling’ aos narcóticos; tudo passa e circula de um lado a outro do Brasil, no padrão passa boi passa boiada. Quanto mais fechar a fronteira, melhor para a soberania e para a economia brasileira.


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sobre Solano Ferreira

Editor-Chefe do Diário da Amazônia. Comunicador Social e Marketing/ Mestre em Geografia. Atua na Gestão Estratégica e Gerenciamento de Crise.

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