Porto Velho/RO, 21 Julho 2021 08:56:30

SolanoFerreira

coluna

Publicado: 21/07/2021 às 08h56min

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Fundo eleitoral e outras origens de patrocínios de campanhas 

A aprovação do fundo eleitoral para 2022, estimado em quase R$ 6 bilhões, num momento de caos econômicos e crise de saúde é no..

A aprovação do fundo eleitoral para 2022, estimado em quase R$ 6 bilhões, num momento de caos econômicos e crise de saúde é no mínimo vergonhoso. O País tenta se ajustar e recompor do impacto da pandemia do novo coronavirus, precisa avançar com reformas estruturantes, convive com o aumento da fome e da miséria e o salário mínimo está muito desvalorizado. Outro sufoco é o custo de vida em alta constante com o preço da alimentação, do gás, da energia e de outras despesas elementares que não param de subir.

O presidente Jair Bolsonaro anunciou que vetará o aumento do fundo eleitoral, mas o veto poderá ser derrubado no Congresso Nacional. Para diminuir o valor será preciso negociar com o Centrão e com todos os partidos, afinal todos tem interesse em mais dinheiro. Não será uma tarefa fácil e renderá desgastes para o governo já vem sendo arranhado pela CPI da Covid.

O Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos, mais conhecido como Fundo Partidário, é uma forma de financiamento público, não exclusivo, dos partidos políticos do Brasil, que não se restringe às campanhas eleitorais. Serve para manter as siglas durante e após o período eleitoral. Foi instituído para evitar o financiamento privado que resultava no toma lá, dá cá. Quem patrocina um político vai querer o retorno do dinheiro aplicado na campanha. Essa recompensa surgia de contratos facilitados e superfaturados. 

Como nesse País tudo precisa ser revisto, o momento é oportuno para se discutir o que é menos prejudicial. Isso porque, o financiamento público não brecou a corrupção e nem diminuiu a pressão sobre governos. O certo é que sem o fundo partidário e sem dinheiro de grandes empreiteiras e grandes fornecedores (acuados desde a Operação Lava-Jato), os patrocínios de campanhas podem surgir de narcotraficantes, milícias, crime organizado ou outras fontes também danosas para a sociedade. 

O fundo eleitoral incluso no Orçamento da União para o ano que vêm é maior do que investimentos em infraestrutura como o saneamento básico. É preciso cortar grande parte desse quase R$ 6 bilhões, mas é necessário também criar mecanismo para evitar o domínio dos poderes por grupos que possam saquear ainda mais a Nação e gerar mais sofrimento para o povo.


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sobre Solano Ferreira

Editor-Chefe do Diário da Amazônia. Comunicador Social e Marketing/ Mestre em Geografia. Atua na Gestão Estratégica e Gerenciamento de Crise.

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