Porto Velho/RO, 22 Julho 2021 09:16:22

CarlosSperança

coluna

Publicado: 22/07/2021 às 09h14min | Atualizado 22/07/2021 às 09h16min

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Governador Marcos Rocha vai reforçando suas paliçadas para o projeto de reeleição

Receita certeira A péssima imagem do Brasil no exterior começa a ser amainada pela atuação profissional do Ministério das Relações..

Receita certeira

A péssima imagem do Brasil no exterior começa a ser amainada pela atuação profissional do Ministério das Relações Exteriores, banindo a desastrosa “ideologia” conspiratória que arruinou o perfil externo positivo que o Brasil granjeou no governo JK e não foi abalada sequer nos anos de chumbo da Guerra Fria. Nesse mesmo sentido, apesar das desconfianças que ainda restam, a troca no Ministério do Meio Ambiente sinaliza para entendimentos internacionais mais adequados, para que o Brasil deixe para trás em definitivo a humilhante pecha de “pária”, culpado pelos pecados ambientais da Terra.

A receita certeira para recuperar a boa imagem do Brasil como campeão no combate à fome e na proteção do clima global é a cooperação internacional. Se todos perdem numa guerra, como dizia o Duque de Wellington, que venceu Napoleão em Waterloo, todos podem ganhar com paz e cooperação.       

Interessante, nesse caso, a entrega pelo governo britânico de 460 mil libras esterlinas (mais de R$ 3 milhões) para promover um projeto de exportação de baru e castanha-do-pará. Dinheiro não vai para onde há desconfiança e negatividade. Ao beneficiar cerca de sete mil pequenos produtores da Amazônia e do Cerrado, o apoio significa que a boa vontade segue o bom trabalho. Com a vantagem adicional de promover o baru, que além de ser madeira para toda obra também fornece castanha.

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É reviravolta?

O acordo PSDB/DEM/PSD em Rondônia, projetando as candidaturas do senador Marcos Rogério ao governo estadual, do ex-senador Expedito Junior ao Senado, com as bênçãos do prefeito Hildon Chaves, está sujeito a reviravoltas. Informações procedentes de Brasília e São Paulo dão conta de que o Diretório Nacional não aceita apoiar um candidato bolsonarista ao governo de Rondônia. Além disto existe a orientação do Diretório Nacional do PSDB para que o partido assegure candidaturas próprias apoiando o presidencial que será escolhido nas prévias tucanas em novembro. São decisões que podem mudar todo o cenário tucano. 

Uma insurreição

Ao mesmo tempo em que o comando nacional pode arruinar os acordos alinhavados pela passarada de alta plumagem em Rondônia, também existe uma insurreição de tucanos raiz. Estes alegam que o partido tem um candidato altamente competitivo e que já largaria com um pé no segundo turno, sendo lançado, caso do prefeito de Porto Velho Hildon Chaves, que teve uma vitória magra na disputa a prefeitura do ano passado, mas que de lá para cá dobrou sua popularidade na capital, cumprindo compromissos importantes com a população.

Eleitos em 82

Desde as eleições de 1982 que são realizadas eleições ao Senado em Rondônia com o advento do estado. Naquele pleito foram eleitos três senadores, todos do PDS. O mais votado com direito a um mandato de 8 anos, Odacir Soares (Porto Velho). Os dois restantes com mandatos de quatro anos: Claudionor Roriz (Ji-Paraná), Galvão Modesto (Porto Velho). Em 1986 foram renovadas duas cadeiras, com as eleições de Olavo Pires ( Porto Velho), Ronaldo Aragão (Cacoal), em 90, na única cadeira em disputa, a eleição de Odacir Soares (PDS-Porto Velho).

Grande surpresa

Em 1994 foram duas cadeiras em disputa, numa eleição surpreendente. O favorito Amir Lando, que tinha assumido a vaga de Olavo Pires, assassinado na eleição ao governo em 90, o herói da cassação do presidente Fernando Collor desabou perante José Bianco (Ji-Paraná) e Ernandes Amorim (Ariquemes). Em 1998, Amir Lando ressuscitaria conquistando a cadeira de Odacir Soares. Em 2002, a eleição do ex-governador Valdir Raupp (Rolim de Moura) e Fátima Cleide (P. Velho). Em 2006 Expedito Junior (Rolim) e Acir Gurgacz (Ji-Paraná) dividiram o mandato. Em 2010 a soberania de Valdir Raupp e Ivo Cassol; em 2014 a reeleição de Acir Gurgacz (Ji-Paraná). Em 2018, eleitos os senadores: Marcos Rogério (Ji-Paraná) e Confúcio Moura (Ariquemes).

Uma cadeira

Na eleição de 2022 teremos a peleja de uma única cadeira e deverá ser a mais disputada em todos os tempos tal o número de caciques regionais envolvidos. As especulações dão conta de um grande confronto, envolvendo os ex-senadores Valdir Raupp, Expedito Junior, o deputado federal Leo Moraes, o megaempresário Bagatolli, o ex-senador Amir Lando, o prefeito de Ouro Preto do Oeste Jaques Textoni, o dirigente petista Ramon Cujui. E a cadeira ocupada atualmente pelo Senador Acir Gurgacz (PDT), poderá ficar com ele mesmo, se decidir ir para a reeleição.  

Via Direta

*** O nível das águas do Rio Madeira está baixando rapidamente e com isto já possivelmente em agosto causará prejuízos a navegação comercial no trecho entre Porto Velho a Itacoatiara, na Hidrovia do Madeira*** Como tem aumentado o número de cães e gatos abandonados nesta pandemia. Nos bairros periféricos se vê o problema do abandono se alastrando*** Como existem receptadores no mercado, aumenta geometricamente o roubo de hidrômetros e de tampas de bueiros de ferro em Porto Velho. Até na região central o bicho está pegando*** Boa parte dos ladrões e assaltantes agindo na capital usam tornozeleiras eletrônica. A medida está se desmoralizando já que a central de monitoramento não tem controle da bandidagem pela cidade*** O preço do ferro disparou e atinge diretamente os orçamentos das construtoras em Rondônia. A coisa disparou.


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sobre Carlos Sperança

Um dos maiores colunistas político do Estado de Rondônia. Foi presidente do Sinjor. Foi assessor de comunicação do governador José Bianco entre outros. Mantém uma coluna diária no jornal Diário da Amazônia.

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