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Diário da Amazônia

Ibge prevê mercado em ascensão

Apesar da crise, Rondônia cresce 6,5%, sobre o volume de serviços do País.

Por Daniela Castelo Branco Diário da Amazônia
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Publicado: 16/09/2017 às 05h00min | Atualizado 16/09/2017 às 09h38min

O desempenho no segmento do comércio varejista evidencia crescimento no semestre

Após um período de crise econômica, o País busca superar a má fase financeira. Nesse patamar, Rondônia aparece com visibilidade nacional, figurando como o Estado que mais contribuiu para o Produto Interno Bruto Nacional (PIB) na região, graças ao desempenho do setor agropecuário. Apesar da forte crise, Rondônia cresce 6,5% sobre o volume do setor de serviços do País, segundo dados do Instituto de Geografia e Estatística (IBGE) de julho de 2015. O agronegócio mantém a economia estadual equilibrada com um crescimento efetivo de 5% ao ano.

Além disso, a injeção de cerca de R$ 197 milhões na economia do Estado pelo saque das contas inativas do FGTS, com a expansão do setor de serviços e fortalecimento do comércio local, através de campanhas, promoveu uma razoável melhora nesse setor, em comparação ao ano passado (2016), de acordo com a pesquisa mensal de comércio (PMC) e pesquisa mensal de serviços (PMS), divulgados na última quarta-feira (13) pelo IBGE.

Uma análise mais minuciosa realizada ainda pelo instituto mostrou também que no mês de setembro, a economia brasileira teve uma alta de 0,2% no segundo trimestre deste ano em comparação com os primeiros três meses de 2017, índice que evidencia o crescimento do PIB rondoniense e, ao mesmo tempo, revela uma queda considerável em sete Estados, principalmente na região Nordeste e no Rio de Janeiro, que é um caso atípico. Já as previsões para esse ano, realizadas ainda pelo instituto, demonstram que a situação de prestação de serviços e comércio tende a apresentar uma certa melhora nos índices. Em 2017, a situação para ambos os setores já se mostram bem melhores do que em 2016 no mesmo período, que apresentou índices bem abaixo dos anos anteriores. Fábio José Alves de Souza, supervisor de Pesquisas Econômicas do IBGE-RO, explica que Rondônia vem acompanhando a tendência brasileira. “Rondônia não fica imune ao comportamento do País, mas os índices para este ano demonstram tendência para uma situação mais favorável no setor econômico, principalmente no setor de comércio e serviços, que já evidenciam uma razoável melhora em relação ao segundo semestre de 2016”, menciona o supervisor do IBGE-RO.

Rondônia é destaque no índice de crescimento

Ao focar no resultado regional do setor de serviços em julho, (com ajuste sazonal), em relação a junho, os dados apresentaram alta em Rondônia (2,0%), Mato Grosso do Sul (0,8%), Amazonas (0,8%), Goiás (0,7%) e Rio Grande do Norte (0,7%). As retrações foram observadas em Mato Grosso (-7,0%), Espírito Santo (-6,0%) e Tocantins (-5,3%). Na série sem ajuste sazonal, na comparação com julho de 2016, Paraná (7,1%), Amazonas (5,6%) e Mato Grosso (5,3%) registraram alta, enquanto Roraima (-17,0%), Tocantins (-14,7%), Distrito Federal (14,7%) e Maranhão (-11,6%) tiveram queda. Já no setor de comércio varejista nacional, a pesquisa revelou que em julho de 2017 o volume repetiu o nível do mês anterior, após acumular 2,2% em três meses consecutivos de expansão, na série com ajuste sazonal.

Apesar do comportamento positivo dos últimos três meses, os dados demonstram que as vendas de julho deste ano ainda encontram-se 8,7% abaixo do nível recorde alcançado em novembro de 2014. Em contrapartida, a pesquisa revelou ainda que o comércio varejista nacional mostrou variação nula (0,0%) no volume de vendas perante o mês de junho, na série livre de influências sazonais, após três meses seguidos de aumento, período em que o varejo acumulou ganho de 2,2%. Com isso, no índice de média móvel trimestral, o volume de vendas variou 0,4% do trimestre móvel encerrado em junho para o encerrado em julho. Mas, em relação a julho de 2016, sem ajuste sazonal, o volume de vendas avançou 3,1% acumulando variação de 0,3% nos sete primeiros meses de 2017. No setor de comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção registrou variação de 0,2% em relação ao mês imediatamente anterior (série com ajuste) para o volume de vendas.



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