Porto Velho/RO, 11 Setembro 2020 08:59:20

SolanoFerreira

coluna

Publicado: 11/09/2020 às 08h59min

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Inflação aperta o consumidor principalmente na alimentação

O preço do leite pasteurizado disparou nos últimos dias e a justificativa de que o motivo seria a seca das pastagens não vem convencendo..

O preço do leite pasteurizado disparou nos últimos dias e a justificativa de que o motivo seria a seca das pastagens não vem convencendo os consumidores. Acontece que grande parte do leite tipo UHT vem de outros estados onde o tipo de produção de gado é em semi-confinamento, as ordenhas são mecanizadas e os aspectos climáticos tem fases diferentes. A produção leiteira de Rondônia bastece muito mais o mercado do queijo tipo mussarela, que também está com o preço nas alturas. 

E não é apenas o leite e o queijo que estão assustando os consumidores. O preço da carne bovina também elevou, além de diversos outros produtos alimentícios. O arroz passou de produto básico para especiaria na mesa do brasileiro. A disparada no preço desse produto fez com que o governo eliminasse os tributos para importação, mas o reflexo pode não ser sentido pelo consumidor.

Os vestígios de crescimento acelerado da inflação aparecem ainda em outros gêneros alimentícios, tecnológicos, vestuários e muitos outros. Os preços mudam a cada compra e isso vem assustando o consumidor que, desde o início do plano Real, acostumou com certa equiparação da moeda brasileira com o dólar americano. 

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a inflação de agosto foi a mais alta para o mês desde 2016, embora o índice (0,24%) tenha desacelerado em relação a julho (0,36%). O vilão foi o preço da gasolina e de alimentos. 

Esse crescimento da inflação não estaria relacionado à pandemia do novo coronavirus porque o mesmo IBGE considera que o volume de vendas do varejo cresceu 5,2% em julho, na comparação com o mês anterior, após a alta recorde de 13,3% em maio e de 8,5% em junho. Já a produção industrial teve alta em 12 dos 15 locais analisados pela Pesquisa Industrial Mensal Regional, na passagem de junho para julho.


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sobre Solano Ferreira

Editor-Chefe do Diário da Amazônia. Comunicador Social e Marketing/ Mestre em Geografia. Atua na Gestão Estratégica e Gerenciamento de Crise.

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