Porto Velho/RO, 10 Novembro 2020 05:16:02

Solano Ferreira

coluna

Publicado: 07/11/2020 às 07h43min

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Inflação e competitividade são desafios desobrevivências

A inflação está crescendo e o acumulado no ano, medida pelo IPCA, indica agora 3,14%. A taxas Selic em torno de 2% é outro indicador..

A inflação está crescendo e o acumulado no ano, medida pelo IPCA, indica agora 3,14%. A taxas Selic em torno de 2% é outro indicador que os preços estão alterando ao longo do ano. A pandemia não baixou o consumo, mas mudou os hábitos e, com isso, aqueles produtos mais utilizados no confinamento imposto pela pandemia do novo coronavirus foram os que mais refletiram na inflação. O brasileiro dentro de casa teve que fazer tudo num mesmo lugar, tendo de cozinhar, trabalhar, estudar, e até o lazer ficou também dentro do ambiente doméstico. Portanto, comer e beber foram as ações mais frequentes e as que mais aumentaram de preço no período.

Outro fator que afeta a inflação brasileira é a alta do dólar. A moeda norte-americana disparou no período e como é a referência para o mercado internacional, principalmente petróleo e commodities, esse fator de disparada fez com que os preços internos sofressem o reflexo. Para conter a retenção de valores em investimentos, o que travaria o giro e o consumo, o Banco Central vem controlando a Taxa Selic para evitar reflexos mais amplos.

O consumo do brasileiro segue a tendência mundial e apresenta mudança de habito também na volta ao novo normal. O comércio de bens e serviços sofreram grandes pressões no período e, desse modo, as empresas sentem a necessidade de rápida adaptação dos negócios como a entrega direta, a compra on-line e a competitividade invisível e instantânea. Esse novo consumo exige ‘mais’ em tudo e as empresas precisam fazer por ‘menos’ para garantir a competitividade sem afetar a sobrevivência do negócio.

Portanto, os desafios do momento são estimuladores para a criação e renovação dos negócios e, tudo isso, precisa ser feito diante de uma inflação crescente que exige cuidados precisos com os custos e a competitividade acirrada que pode esvaziar um segmento em tempo curtíssimo.


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sobre Solano Ferreira

Editor-Chefe do Diário da Amazônia. Comunicador Social e Marketing/ Mestre em Geografia. Atua na Gestão Estratégica e Gerenciamento de Crise.

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