porto velho - ro, 09 Janeiro 2019 17:50:39

Felipe José

coluna

Publicado: 09/01/2019 às 17h50min

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Inveja e despeito: Por que são tão fortes em nossa sociedade?

Não perca sinceras amizades por causa desses sentimentos

Como seres humanos externamos diversos tipos de sentimentos. Alguns “podemos classificar como bons”, como, a alegria, a emoção, a solidariedade e também a caridade. Mas outros “podemos classificar como ruins”, como, a maldade, a falta de respeito, a falta de solidariedade e incontrolavelmente a inveja e também o despeito com o próximo. Todavia, entre todos os sentimentos citados acima, não se engane, “a inveja e o despeito” são os piores e acometem todos os seres humanos, sejam eles bons ou mesmo ruins. Se você achava que apenas as pessoas ruins se enquadravam neles, é bom mudar os seus conceitos porque atingem direta ou mesmo indiretamente todos os seres humanos.

Perceba que a inveja e o despeito surgem nos momentos menos esperados pegando muita gente de surpresa. Eis que temos alguns exemplos clássicos de inveja e despeito que se repetem na arte (novelas, peças de teatro, filmes e séries), mas também na vida real. Eles surgem quando um conhecido alcança um salário melhor, quando concluiu um curso superior (pós graduação, mestrado, doutorado), quando compra um carro, um apartamento, quando consegue destaque na profissão e etc. Tudo isso faz parte da “inveja e do despeito” que para psicólogos é classificado como: Inveja: Algo ruim, destrutivo, que infelicita e destrói relações. Já o despeito: Sensação de mágoa, de rancor ou de angústia. Desprazer causado pela predileção direcionada a alguém em detrimento de outra pessoa e etc.

O que fica claro, é que muitas pessoas não conseguem ver a vitória do outro, mas porque? Seria uma falta de reconhecimento, de amor e solidariedade a um conhecido, a um amigo que se deu bem? Dentro da minha “visão sociológica” fica claro que as pessoas que agem assim, demonstram que não têm amor, admiração, amizade e motivação em suas vidas para buscar o seu próprio sucesso. Além disso, percebo que, o que faz algumas pessoas agirem com tamanha inveja e despeito (com pessoas desconhecidas e até mesmo amigos próximos), pode estar na insegurança e com certeza na falta de qualificação e preparo para alcançar o topo do pódio com suas próprias mãos.

Como evitar? 

Existe alguma fórmula para controlar esses sentimentos? Talvez não exista um método para sanar essa vontade de estar no lugar, na vida e no sucesso do outro. Mas é possível evitar? Talvez sim, talvez não! Todavia, algumas dicas são válidas: Antes de ter esse sentimento, olhe para o seu futuro, para a sua vida pessoal e faça uma “avaliação interior”, ou seja, procure entender o que você deseja para seu futuro. O que você quer? Um carro, um bom emprego e no fim reconhecimento? Se for isso, tudo bem, pois o sonho é seu!  No entanto, batalhe, lute e busque o seu lugar ao sol. Jamais lance energias negativas para o outro buscando sua felicidade e realização em cima dos outros. Tenha sempre em mente que todos os seres humanos tem o que merecem. Sendo assim, tenha uma vida mais leve e esteja junto de pessoas que também desejam crescer. Apoie, seja parceiro, pois só assim a tão sonhada vitória será alcançada. Pense nisso. Inveja e despeito: Por que são tão fortes em nossa sociedade? Lembre-se: juntos somos mais fortes.

 


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sobre Felipe José de Jesus

Sociólogo, Jornalista, Mestre em Comunicação Social: Jornalismo e Bacharelando em Direito. Como jornalista atuou em diversas editoras como: economia, política e também cultura em jornais impressos e portais. Passou também por assessorias de imprensa privada, prefeituras e em uma secretaria do Governo mineiro. Atualmente apoia o jornal Brasil Agora como editor. Com o mestrado deu aula na ESABI para a disciplina de Metodologia Científica e deu aulas particulares para alunos do curso de Psicologia da Faculdade de Estudos Administrativos de Minas Gerais (FEAD). Atualmente como Sociólogo prestou consultoria para uma ONG desempenhando o trabalho de pesquisas de campo: opinião pública: social e comportamento. Faz parte da Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS) como afiliado e em 2016 prestou serviço de assessoria e planejamento de equipe para partidos políticos nas eleições municipais. Suas vivências acadêmicas passaram pela Faculdade Estácio de Sá (FESBH); Faculdade Polis das Artes (FPA); Universidad Europea Miguel de Cervantes (UEMC) e Universidade Uniesp.

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