Porto Velho/RO, 15 Setembro 2021 09:38:25

SolanoFerreira

coluna

Publicado: 15/09/2021 às 09h16min | Atualizado 15/09/2021 às 09h38min

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Investimento em energia limpa é alternativa contra crise hídrica

A crise hídrica vivida pelo Brasil não é somente efeito do fenômeno El Niña, com alterações no ciclo de chuvas, mas deve ser visto..

A crise hídrica vivida pelo Brasil não é somente efeito do fenômeno El Niña, com alterações no ciclo de chuvas, mas deve ser visto como um agravante maior ocasionado pela mudança climática. Assim sendo virão outras secas e a falta ou racionamento de energia produzida por hidrelétricas será um problema constante no País. Já que não tem como viver sem energia, o jeito é o governo antecipar e criar novas formas produção.

Uma das soluções foi desencadeada nesta semana com a inauguração do linhão que integrará novas fontes de energia ao sistema nacional. A energia eólica, aquela produzida por impulso do vento, e a energia solar, gerada a partir da captação de luz solar, são as fontes que alimentam a linha de transmissão integrando o Nordeste com as regiões Sudeste e Centro-oeste. O empreendimento foi entregue com cinco meses de antecedência e recebeu R$ 1 bilhão em investimentos da União.

A crise hídrica vivida no momento é a maior dos últimos 90 anos. A falta de água secou os reservatórios das maiores usinas hidrelétricas, reduziu a produção de energética e elevou o custo que chegou na conta de luz das famílias brasileiras que está pagando R$ 9.49 a mais por cada 100 quilowatts hora consumidor. Não bastando a elevação tarifária, o governo teve que apelar para que o cidadão diminuir o consumo para evitar o apagão, que seria desastroso com a paralisação de industrias e outros setores produtivos.

O Brasil é um país vasto e pode ousar em diversas fontes de energia limpas. Tem espaço para ampliar a produção eólica, a produção solar e até usar pequenas quedas d´água para a produção energética em micros usinas hidrelétricas. O governo brasileiro não pode ficar preso a um sistema econômico enérgico que torna refém todos os setores produtivos devido ao monopólio. Tem que aumentar a produção de energia, baratear o custo, tornar as gerações livres apesar de um controle ambiental, e proporcionar meios para que o país seja autossustentável sem escravização de tarifas e bandeiras.


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sobre Solano Ferreira

Editor-Chefe do Diário da Amazônia. Comunicador Social e Marketing/ Mestre em Geografia. Atua na Gestão Estratégica e Gerenciamento de Crise.

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