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    Diário da Amazônia

    Investimentos em pesquisas ampliam mercado do pirarucu e tambaqui

    Equipe coordenada pela engenheira agrônoma e doutora em zootecnia na Universidade Federal de Rondônia (Unir), Jucilene Cavali conseguiu..

    Por Assessoria
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    Publicado: 06/08/2019 às 14h23min

    Fotos: Assessoria UNIR

    Equipe coordenada pela engenheira agrônoma e doutora em zootecnia na Universidade Federal de Rondônia (Unir), Jucilene Cavali conseguiu melhorias altamente positivas para o setor pesqueiro.

    Seu projeto, apoiado pela Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e a Pesquisa (Fapero), obteve o peso médio de 13 quilos para as espécies pirarucu e tambaqui e possibilitou a fabricação de bolsas com o couro desses peixes.

    Aos oito anos, comemorados no último dia 26 com a palestra da doutora Jucilene e um café da manhã para seus servidores, a Fapero anunciou ter investido R$ 2,5 milhões, até o momento, em projetos acadêmicos na aquicultura/piscicultura.

    A pesquisadora, que é orientadora no Programa de Mestrado Acadêmico em Ciências Ambientais na Unir , destacou o fomento dado pelo governo estadual e o rápido crescimento na produção de pescado.

    “Rondônia alcançou o ranking nacional na produção de pescado em 2016 por mais de 5 mil pisciculturas licenciadas”, afirmou. “Com 90,6 mil toneladas hectare/ano e apenas um frigorífico para processamento, viu o acúmulo de peixes nos viveiros no aguardo de melhores preços e oportunidades de venda”, disse.

    Havia muita carência na área até 2017, quando apenas o Frigorífico Zaltana industrializava o peixe e Manaus era o maior cliente de Rondônia. Ainda não havia padronização para o peixe “exportado”. Hoje, quatro frigoríficos podem classificar o pirarucu e o tambaqui.

    “Nos desafios do novo, na conjuntura de estruturação das Universidades e na multifuncionalidade que temos em sociedade, especialmente em uma região onde há muito a ser feito, a Fapero oportuniza pesquisadores a pleitear editais de fomento no próprio Estado, concorrendo em condições mais igualitárias entre os pares, especialmente no que tange a infraestrutura e produções científicas outrora disputadas no plano nacional”, ela comentou.

     



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