Porto Velho/RO, 13 Fevereiro 2020 18:32:59

    Victoria Angelo

    coluna

    Publicado: 18/01/2020 às 17h31min | Atualizado 18/01/2020 às 17h33min

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    Joice recebeu um “Não” de Dória para a prefeitura de São Paulo.

    Joice Joice Hasselmann estava tentando convencer o governador de SP, João Dória (DEM) para apoiar sua candidatura. Dória recuou!

    Em 2018, Joice Hasselmann somou 289.404 votos na cidade de São Paulo e foi o segundo nome mais escolhido pelos eleitores entre os candidatos à Câmara. Ficou atrás apenas de seu atual desafeto Eduardo Bolsonaro. Ela foi eleita com as bênçãos e o nome do presidente, pois, sequer era conhecida no universo político.

    Joice e João Dória na véspera do segundo turno das eleições de 2018.

    O baque sofrido.

    Joice sofreu um baque após o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), indicar que o atual prefeito da capital paulista, Bruno Covas (PSDB), será seu candidato para 2020 – embora Covas agora tenha sido diagnosticado com câncer, o que pode eventualmente dificultar sua candidatura. Joice e Doria gostam de se apresentar como amigos e fizeram grande parceria durante o período eleitoral do ano passado.

    Dória, após se encontrar com Joice teria a comunicado que, se Bruno Covas desistir da reeleição, temos outro nome ou para apoiar ou para coligar, que no caso, por ora, não será o seu. Joice foi pega de surpresa, pois tinha certeza de um possível apoio de Dória, principalmente após ela abandonar o presidente Bolsonaro.

    Joice diz querer ser prefeita de São Paulo para deixar cidade “padrão Manhattan”.

    Os empecilhos são muitos.

    Outro empecilho para a deputada na ideia de comandar São Paulo é o apresentador José Luiz Datena. Embora não filiado a partido político, Datena já flertou com candidaturas em outras ocasiões e teria a simpatia do presidente Bolsonaro para ser o seu nome para a prefeitura de São Paulo. Dória também quer Datena e ambos, Bolsonaro e Dória, não querem Joice.

    Pesquisa XP/Ipespe divulgada no início de outubro apontou um empate técnico entre José Luiz Datena e Celso Russomanno (Republicanos) na liderança das intenções de voto para a prefeitura de São Paulo. O apresentador somou 22%, contra 19% do deputado. A ex-senadora Marta Suplicy (sem partido) e o ex-governador Márcio França (PSB) somaram 11 pontos. O atual prefeito Bruno Covas teve 10%. Joice ficou com 7%. Joice sequer aparece na pesquisa de intenção.

    Entrevista para Rádio CBN.

    A deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) afirmou nesta quarta-feira (15), em entrevista à rádio CBN , que será candidata à prefeitura de São Paulo pelo PSL nas eleições deste ano.

    Afirmou que assumirá ainda neste mês o comando do diretório municipal do partido e que é “a única voz da direita” para disputar a prefeitura da capital. A deputada sinalizou que não pretende criar uma aliança com o atual prefeito Bruno Covas (PSDB).

    Joice afirmou ainda que quer uma São Paulo “moderna de verdade, padrão Manhattan”, e ressaltou que duvida que nomes ligados ao presidente Jair Bolsonaro pelo Aliança pelo Brasil tenham sucesso na disputa.

    Joice e Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018 na cidade de São Paulo em 03 de setembro.

    O desabafo de Joice à imprensa.

    Eu fui, de fato, traída. Fui traída não por deixar a liderança. Isso é uma besteira. A tr8aição foi na promessa de mudança, na promessa de que seria diferente. Então, sim, eu me sinto traída porque acreditei em algo que não está acontecendo. Eu acreditei em algo que caminha para ser um ‘estelionato eleitoral’. Mais um, como foi a Dilma, como foi o Lula. Nesse ponto, eu me arrependo profundamente”, afirmou ela, em tom de desabafo.

    Eu me enganei e lamentavelmente me arrependo, porque disse as pessoas que ele mudaria, que ele não era preconceituoso. Um presidente da República que, de vez em quando, no seu comportamento, fala como se fosse um botequeiro de quinta categoria, xingando pessoas, ofendendo pessoas por nada. Então, ao invés de levar o Brasil para frente, fica ‘brincando’ na internet de xingar as pessoas. Eu dizia que o presidente não era machista, que era só ‘duro’, ‘machão’. Aquilo eu me enganei e lamentavelmente eu me arrependo, porque eu disse às pessoas que ele mudaria, que ele não era esse machista, esse preconceituoso… Então, sim, nesse ponto eu me arrependo profundamente.

     

     

    1. O texto acima foi redigido com base nas informações contidas nos sites e portais O Globo, Terra, IG, Folha e Rádio CBN.

     


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    sobre Victoria Angelo Bacon

    Colaborador do Diário da Amazônia - Jornalista e professora de Língua Portuguesa e Comunicação. Graduada pela Universidade do Estado do Paraná. Especialista em Mídias Sociais pela PUC/PR. Assessora de Comunicação do Governo de Rondônia. Lecionou disciplinas de Comunicação e Linguagem na UFAM, UAB/UNB e Rede Pública de Educação de Rondônia. Secretária Executiva da Universidade Federal de Rondônia e dirigente sindical do SINTUNIR- UNIR. Colunista e apresentadora no Rondoniaovivo do programa Diálogo. Âncora do programa Diálogo nas Redes Sociais na Rede TV Rondônia em 2020.

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