Porto Velho/RO, 31 Janeiro 2020 08:44:10

    SolanoFerreira

    coluna

    Publicado: 31/01/2020 às 08h44min

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    Juros caem, juros sobem e o brasileiro continua endividado

    A redução de juros na modalidade de cheques especial ainda não resolve o maior problema causado pelo setor financeiro, em 2019, que foi..

    A redução de juros na modalidade de cheques especial ainda não resolve o maior problema causado pelo setor financeiro, em 2019, que foi o grande endividamento da população brasileira. Com taxas de mais de 300% ao ano, grande parte da população se viu de um mês para o outro com dívidas que mais parecem bola de neve, crescendo ladeira abaixo.
    O cartão de crédito, que é o vilão do endividamente, fechou o ano com os juros nas alturas, causando estrangulamento de quem arriscou em comprar para depois pagar. O montante que vem sendo destinado aos altos juros vem fazendo falta em muitos setores da economia e, consequentemente, impacta na geração de empregos.

    Esse endividamento prejudicou o consumo interno e gerou o encalhe de produtos nas lojas. As vendas não foram nada animadoras no final do ano, e o novo ano começou com o brasileiro sem dinheiro para pagar o que deve.
    O reflexo direto não foi apenas no comércio. Diante da crise, as prefeituras se viram obrigadas a lançar promoções de grandes descontos para o IPTU, pago em janeiro, já que esse tributo é o mais impactante na receita dos municípios. As indústrias também tiveram perdas com crescimentos pífios em alguns setores e retrações em outros. Sem dinheiro para girar, as engrenagens da economia não se movem e o país fica estagnado.

    É importante o governo rever também os juros do cartão de crédito. Outra ação necessária é promover programas de renegociação de dívidas para que o cidadão possa limpar o CPF e voltar às compras.

    31/01/20
    A RAIVA ANIMAL MATOU GADO E ASSUSTOU PECUARISTA

    Os casos de raiva animal registrados no município de Cabixi podem ser fato isolado, mas poderá também comprometer a pecuária rondoniense. Por isso foi dado o alerta de vacinação do rebanho para evitar que novos focos possam ocorrer. O estado está em boa fase da pecuária, exportando carne para mais de 40 países, grande produção leiteira, e o setor é fundamental para a nossa economia.
    Qualquer deslize nesse momento pode comprometer toda a cadeia produtiva, gerando enormes prejuízos. Nesse caso, a Idaron precisa agir rápido e com total rigor para que as devidas comprovações de imunização estejam em dia, e que não vejam surgir novos focos, pelo menos em curto espaço de tempo.
    A pecuária estadual conseguiu importante conquista com a imunização total contra a febre aftosa, sendo um longo trabalho de quase duas décadas, envolvendo produtores e governos. Há tempos também não ocorriam casos de raiva animal. Outras doenças virais estão longe dos registros. Tudo isso é favorável, porém requer total e constante vigilância.
    O momento é de alerta e todos os esforços devem ser integrados para isolar o caso. Os produtores precisam atender o chamamento para vacinar o rebanho e notificar de imediato para garantir a imunidade. O estado, através da Idaron, precisa fazer sua parte legal e conter que o mal avance. Se todos se comprometerem, o problema será restrito e isolado e tudo continuará bem com o rebanho rondoniense.


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    sobre Solano Ferreira

    Editor-Chefe do Diário da Amazônia. Comunicador Social e Marketing/ Mestre em Geografia. Atua na Gestão Estratégica e Gerenciamento de Crise.

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