Porto Velho/RO, 13 Outubro 2021 07:15:28

Carlos Sperança

coluna

Publicado: 03/09/2021 às 11h17min | Atualizado 03/09/2021 às 11h18min

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Justiça precisa adotar mais critérios para a liberação de presos em Porto Velho

Foco no principal Até novembro, quando os olhos do mundo serão postos na Cúpula do Clima, na Escócia, o Brasil precisa se esforçar..

Foco no principal

Até novembro, quando os olhos do mundo serão postos na Cúpula do Clima, na Escócia, o Brasil precisa se esforçar para impedir uma tempestade perfeita, que pode frustrar os planos de reverter a péssima imagem do país. Ela seria a ocorrência simultânea do descuido com o planejamento (prevaricação com as políticas de Estado), sabotagem à Constituição e a combinação de crises (econômica, social, sanitária e climática).

Mais formais que práticas, desde as leis “pra inglês ver” da escravidão as políticas de governo do Brasil são olhadas com desconfiança no exterior. É preciso que planos consensuais sejam postos em prática sem hesitação, para não parecer corpo mole ou descuido. Contra toda lógica, o descuido transformou a salvadora Amazônia no inferno do clima, o que é inaceitável.

O Plano Nossa Amazônia renova as chances de melhorar a imagem. Apresentado pelo general Hamilton Mourão no Conselhão da Amazônia, o PNA responde bem ao medo mundial de que o Brasil vai piorar o clima: combater crimes ambientais e fundiários, privilegiar a bioeconomia, obter financiamentos e combinar órgãos públicos para efetivar as decisões. Que desta vez a confiança não seja frustrada, já que em julho foi lançado o Plano de Recuperação Verde da Amazônia Legal para enfrentar a crise na região, mas os factoides polarizados da política desviaram as atenções, deixando o principal à margem.

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Previas tucanas 

O PSDB realiza prévias presidenciais em novembro entre seus inúmeros postulantes e entre eles, o senador Tasso Jereissati (Ceará) e o governador Eduardo Leite (RGS) se unindo contra o governador de São Paulo e presidenciável João Dória. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso já firmou posição favorável ao nome de Dória e assim os tucanos vão se bicando no próprio ninho e não resolvem nada. A unificação do partido é difícil, pois o ladino Aécio Neves também se posiciona contrário a João Dória.

A valorização

Corrigindo uma injustiça, o prefeito de Porto Velho Hildon Chaves deu uma valorizada em Vinicius Miguel até então na Superintendência dos Distritos, um cargo quase equivalente à de um inspetor de quarteirão. Agora ele assumiu a Secretaria da Agricultura e lá terá ampla estrutura para mostrar serviço. Do meu lado lamento a saída do melhor secretário da Agricultura que Porto Velho já teve, um verdadeiro especialista na matéria que é o ex-deputado Luís Claudio. Um rolimorense importado que deu certo e que já tinha uma larga folha de serviços prestada ao governo estadual em décadas passadas.

Mais critérios

A justiça precisa adotar mais critérios na liberação de presos em Porto Velho. A maioria deles livres, mesmo com tornozeleiras eletrônicas, estão roubando, assaltando e arrombando casas. Sem contar que o envolvimento com as facções criminosas que estão redundando em execuções. No primeiro semestre boa parte das execuções ocorreram com presos foragidos ou até mesmo usando tornozeleiras. Os presídios estão abarrotados de mulas do tráfico de drogas, enquanto que os chefões acertam os negócios nos seus respectivos escritórios do crime – que são as suas próprias penitenciárias.

Obras publicas

Pense num instrumento que cortará em muito as propinas prejudicando o balcão de negócios dos políticos com as empreiteiras!  Trata-se do sistema de monitoramento permanente de obras por vídeos no Paraná, um verdadeiro Big Brother instalado na construção de estradas, pontes, escolas, casas habitacionais, creches etc. Em alguns estados a prática será muito difícil, pois o governador tem que pagar mensalão aos seus deputados estaduais para não ser cassado, o prefeito tem que pagar mesadinha para que seus projetos não sejam cerceados na Câmara de Vereadores. É coisa de louco!

Haja rachadinhas

Acompanho a política em Rondônia há quarenta anos e a instituição de rachadinhas e de nomeações de funcionários fantasmas tem sido uma constante. Por isto não me surpreende o que ocorreu no Rio de Janeiro, com a justiça quebrando o sigilo bancário do vereador Carlos Bolsonaro. A rachadinha, que é a pratica de o funcionário repartir seu salário polpudo com o vereador, deputados estaduais e congressistas vem desde os primórdios e dificilmente será extinta pelo Brasil afora. Ajeitar as coisas vai longe, torcida brasileira.

Via Direta

*** Breno Mendes, o xerife do povo, aquele bem votado a prefeito no pleito de 2018, pensava em se candidatar a Câmara dos Deputados, mas já teria freado seu ímpeto *** Fala-se que o líder do seu partido se enciumou com seu crescimento político e estaria cortando suas asinhas. Será verdade? ***É só se tornar um político em ascensão em Porto Velho que o pau canta. Falo de uma possível candidata a Câmara Federal taxada pelos adversários de Patricinha Master de Miami e de Xuxa da terceira idade *** Em Porto Velho tem vale tudo, lembram o então prefeito Roberto Sobrinho que enfrentou vodu com missa negra nas escadarias do antigo Paço Tancredo Neves e tinha até cabeça de bode preto sangrando? *** Começou a transição verão/inverno em Rondônia com chuvas repentinas, com muita ventania. Pobres telhados dos rondonienses! 


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sobre Carlos Sperança

Um dos maiores colunistas político do Estado de Rondônia. Foi presidente do Sinjor. Foi assessor de comunicação do governador José Bianco entre outros. Mantém uma coluna diária no jornal Diário da Amazônia.

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