Porto Velho/RO, 07 Setembro 2021 11:19:23

SolanoFerreira

coluna

Publicado: 07/09/2021 às 11h19min

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Liberdade não pode ser confundida com libertinagem

A pandemia do novo coronavirus impede, pelo segundo ano consecutivo, a realização dos tradicionais desfiles do Dia da Independência,..

A pandemia do novo coronavirus impede, pelo segundo ano consecutivo, a realização dos tradicionais desfiles do Dia da Independência, comemorado no dia 7 de setembro. Porém, o momento cívico deste ano será substituído por atos públicos, uns em favor do presidente do República, Jair Bolsonaro, e outros em oposição ao seu governo. As principais mobilizações ocorrerão na avenida Paulista, região central de São Paulo (SP), e na Praça dos Três Poderes, em Brasília (DF). 

A forma como os atos foram convocados vem causando desgastes e tensões desde que foram planejados. Começou com a vasta repercussão da ação policial na casa do cantor Sérgio Reis, e ampliou com novas adesões de famosos e lideranças empresariais e rurais. Até a chegada do dia de hoje, muito diz e desdiz causou ainda mais tensão entre convocações e desconvocações para os atos públicos. 

Protestar é o livre exercício da democracia e não podemos perder essa moeda valiosa para a cidadania. Mas é preciso ter limites nas formas de manifestações de modo que não vejam causar insegurança democrática ou desordem pública. O Brasil tem a garantia constitucional do pleno exercício do Estado de Direito, instrumento jurídico eficaz para a democracia e nada e ninguém podem ferir ou romper com essa conquista. 

Sair ás ruas e manifestar suas preferencias ideológicas e suas razões de classes é um bom sinal de que vivemos numa nação democrática, onde é livre expressar e defender seus direitos e deveres cívicos e sociais. No entanto, a fúria odiosa, o revanchismo, o ufanismo partidário e religioso, são fatores que precisam ser contidos por quem for se manifestar de maneira que os atos deste dia possam ser de livre expressão e não de ameaças e ou tentativas de rompimentos. Que o Brasil continue sendo uma Pátria democrática e de todos, e que as diferenças possam ser rompidas nos votos, nas vontades populares de maiorias. A liberdade de expressar não pode ser confundida com a libertinagem ao expressar. Que no final do dia, tudo esteja certo e na ordem para alcançar o progresso.


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sobre Solano Ferreira

Editor-Chefe do Diário da Amazônia. Comunicador Social e Marketing/ Mestre em Geografia. Atua na Gestão Estratégica e Gerenciamento de Crise.

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