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Capital

Lideranças indígenas marcam manifestações em Porto Velho

Cerca de 50 etnias dos estados do Amazonas, Acre e Rondônia estão acampados no campus da Unir.

Por Redação Diário da Amazônia
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Publicado: 07/04/2019 às 09h52min

Foto: Divulgação Unir

Lideranças indígenas já estão em Porto Velho para manifestações marcados para esta segunda-feira (8). Cerca de 50 etnias dos estados do Amazonas, Acre e Rondônia estão acampados no campus da Unir.

A mobilização nacional pretende demonstrar a indignação das etnias quanto a municipalização da saúde indígena. O tema será motivo de audiência pública também na segunda-feira na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE/RO).

Protestos

Um grupo de mais de 200 indígenas e servidores da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) fecharam a BR-364 sobre a ponte do distrito de Riozinho, entre Pimenta Bueno e Cacoal, por volta das 11h da quarta-feira, 27 de março, para protestarem contra a municipalização da saúde indígena em Cacoal (RO). Barricadas foram colocadas no local e impediu a passagem de veículos.

De acordo com as informações, o protesto é contra a municipalização da saúde indígena no Brasil, diante da possível extinção da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai).

Uma reunião em foi realizada em Porto Velho, onde foi discutido o assunto e a organização do protesto contra a municipalização da saúde indígena. Segundo os manifestantes, a saúde indígena não está recebendo repasse de dinheiro.

Após cerca de duas horas de bloqueio, o tráfego foi liberado, porém os manifestantes afirmam que novos bloqueios devem ocorrer nos próximos dias.

Protesto em Candeias do Jamari

Foto: Comunicação PRF

Também no dia 27 de março, indígenas fizeram protesto em Candeias do Jamari (RO), a cerca de 20 quilômetros da área central da capital, e também fecharam a rodovia federal. Na cidade, dezenas de manifestantes fecharam a rodovia até por volta de 15h20. O ponto de bloqueio foi feito perto da ponte do rio Candeias.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o protesto contra a municipalização da saúde indígena foi pacífico. O grupo impediu o tráfego de veículos entre Candeias do Jamari e Porto Velho. Os agentes rodoviários acompanharam de perto o manifesto.

Nota do Ministério da Saúde

Em nota, o Ministério da Saúde esclarece que “a realização de ações na Atenção à Saúde Indígena desenvolvidas pela Secretaria Especial de Saúde indígena (SESAI) é uma das atribuições da pasta e que as eventuais mudanças no desenvolvimento dessas ações de vigilância e assistência à saúde aos povos indígenas ainda estão sendo objeto de análise e discussão.

É importante deixar claro que não existe, no momento, medida provisória do governo federal que modifica a política indigenista do país e municipaliza os serviços de saúde de indígenas.

Cabe ressaltar que não haverá descontinuidade das ações. Para isso, o Ministério tem se pautado pela garantia da continuidade das ações básicas de saúde, a melhoria dos processos de trabalho para aprimorar o atendimento diferenciado à população indígena, sempre considerando as complexidades culturais e epidemiológicas, a organização territorial e social, bem como as práticas tradicionais e medicinais alternativas a medicina ocidental.”



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