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Capital

Litorina será reativada para turismo

A reativação da Litorina vai ajudar a fomentar o turismo local e resgatar a história da EFMM.

Por Sara Cicera Diário da Amazônia
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Publicado: 14/03/2019 às 09h46min | Atualizado 14/03/2019 às 10h15min

Foto: Roni Carvalho – Diário da Amazônia

A última litorina que sobrou dos tempos de grande esplendor da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM) voltará a funcionar em Porto Velho. De acordo com a Associação dos Ferroviários da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (Asfemm), o objetivo é fomentar o turismo local e resgatar a história da EFMM.

A litorina oferecerá aos porto-velhenses passeio turístico num trecho especial entre o Memorial Rondon e a Igrejinha de Santo Antônio até a Vila Candelária. Uma pequena taxa será cobrada para fazer o passeio. A litorina possui um motor a diesel e tem capacidade para 16 passageiros.

Segundo o presidente da Asfemm, José Bispo, a inauguração da reativação deverá acontecer em até 10 dias. “Essa reativação é muito importante porque a Madeira-Mamoré estava abandonada, ela tinha morrido. Então agora ela vai rebater o coração novamente e voltar à tona. A população precisa dessa litorina, precisa desse passeio turístico que é a reanimação da EFMM, porque a maior obra que tem Rondônia se chama EFMM”, disse José Bispo.

A litorina que será reativada é a última que sobrou das quatro que existiram durante o tempo que o trem operava. Conforme contou José Bispo, a litorina faz parte da história da EFMM que começou a ser construída em 1906 e terminou em 1912 e foi extinta em 1972. Em 1984 voltou a funcionar e em 1999 parou completamente.

A reforma da linha e da litorina será feita com materiais de Porto Velho. Cerca de 40 metros dentro do percurso no qual será feito os passeios está sem os trilhos. Mas a Asfemm recebeu o apoio da Santo Antônio Energia que já recolheram alguns trilhos que ficavam no bairro Triângulo, perto do Casarão, em Porto Velho, para colocar no local. A litorina foi levada até o Memorial Rondon na última segunda-feira (11), com a ordem da Casa Civil junto com a Polícia Civil (PC) e Fundação Cultural de Porto Velho (Funcultural).

Segundo o ex-ferroviário Antônio Moisés, a reforma da litorina não será total com o objetivo de manter a originalidade da peça histórica. Será feita a pintura e a manutenção e toda a parte elétrica que inclui iluminação interna, ventilador, piscas, farol entre outros. “Nós estamos recebendo colaboração e contribuição de pessoas que querem nos ajudar. Nós ganhamos a bateria e é uma bateria muito cara. São vários parceiros que se doaram para isso aqui acontecer”, disse. A ação de reativação está sendo realizada em parceira com a prefeitura de Porto Velho, Governo do Estado de Rondônia e Exército Brasileiro.



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