Porto Velho/RO, 12 Dezembro 2019 04:19:11
    Polícia

    Madrasta mata enteada de 11 anos com doses diárias de veneno

    A mulher começou a envenenar a menina em abril deste ano e terminou por matar a criança em junho. 

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    Publicado: 09/09/2019 às 17h30min

    Jaira Gonçalves de Arruda, de 42 anos, foi presa nesta segunda-feira (9) acusada de ter matado a enteada, Mirella Poliane Chue de Oliveira, de 11 anos, com doses diárias de veneno. O motivo teria sido obter a herança da vítima, no valor de R$ 800 mil. O caso aconteceu em Cuiabá, no Mato Grosso.

    Conforme informações da Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica), as investigações apontaram que a mulher começou a envenenar a menina em abril deste ano. O veneno teria sido dado gota a gota e terminou por matar a criança em junho.

    A menina já chegou morta o hospital. Houve suspeitas de que a causa da morte teria sido meningite e até abuso sexual, mas, inicialmente, a morte foi registrada como indeterminada.

    Mais exames de necrópsia foram feitos no Instituto de Medicina Legal (IML) e detectaram duas substâncias no sangue de Mirella: uma delas o veneno que provoca intoxicação crônica ou aguda e a morte.

    “Essa substância não é encontrada em medicamentos, portanto, sua ingestão por humanos somente pode ocorrer de forma criminosa”, explicaram os delegados Francisco Kunze e Wagner Bassi, que são responsáveis pela investigação, segundo nota divulgada pela Polícia Civil.

    Crime premeditado

    Eles ainda afirmaram que o crime foi premeditado e disseram acreditar que o plano de Jaira era que a menina morresse por causa indeterminada. “A menina era envenenada a conta-gotas, ou seja, ela ia dando um pouquinho do veneno, para não aparecer, porque chega no hospital, a criança está passando mal, morre de causa indeterminada, por alguma infecção, pneumonia, meningite, como muitas vezes suspeitaram”, pontuaram.

    A polícia ainda acrescentou que a ingestão da substância causa diversos sintomas: visão borrada, tosse, vômito, cólica, diarreia, tremores, confusão mental e convulsões.

    Ao longo dos dois meses em que foi envenenada pela madrasta, Mirella chegou a ficar internada pelo menos nove vezes. A menina chegava a ficar entre 3 a 7 dias e melhorava, já que não estava recebendo o veneno. Quando retornava para casa (e a receber a substância), ela voltava a passar mal.

    A morte sem sinais levantou suspeita dos funcionários do hospital, que se recusaram a declarar o óbito por causa indeterminada e acionaram a polícia.

    Morte da mãe e herança milionária

    As investigaçõs mostraram que Mirella iria receber uma herança de R$ 800 mil ao atingir a maioridade. O dinheiro é fruto de uma ação na Justiça movida pelos avós maternos da menina, que processarem o hospital onde ela nasceu por conta da mãe dela ter morrido durante o parto devido à erro médico.

    Parte do dinheiro ficaria depositado em uma conta para a menina movimentar somente na idade adulta. A Justiça autorizou que fosse usada um pequena parte do dinheiro para despesas da criança, mas a maior quantia ficaria em depósito para uso após a maioridade, aos 24 anos.

    Até 2018, Mirella vivia com os avós, mas ambos morreram e a menina acabou começando a morar com o pai e a madrasta. Foi nesse momento que o plano de Jaira surgiu e ela passou a administrar o veneno no corpo da criança.

    Ouvida pela polícia, Jaira disse que conhecia a menina desde que ela tinha 2 anos e que se considerava mãe dela. A acusada ainda afirmou que a criança começou a ficar doente em 17 de abril, com dor de cabeça, tontura, dor na barriga e vômito. Ela está presa na sede da Deddica, em Cuiabá.

    FONTE: Rede TV!



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