porto velho - ro, 22 Agosto 2019 20:09:27

Carlos Sperança

coluna

Publicado: 30/06/2019 às 08h07min

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Maioria dos prefeitos rondonienses urram por falta de recursos

O que Rondon diria? Depois da piora na guerra comercial entre China e EUA sempre há mais rodadas de negociação, agora no segundo..

O que Rondon diria?

Depois da piora na guerra comercial entre China e EUA sempre há mais rodadas de negociação, agora no segundo dígito. Para o Brasil, no fundo está a soja: devemos produzir mais para o caso de a China parar de comprá-la dos EUA? Ou uma correria para plantar, será frustrada quando o acordo vier e a China voltar a consumir a soja americana, já com preços achatados pela superprodução?

Em meio às incertezas e disputas que se multiplicam, acompanhando o freio puxado da economia, que até onde cresce produz pobreza paralela, ocorre no Brasil uma “guerra verde” em duas frentes: imediatismo x sustentabilidade e entre os técnicos que pretendem manter o calendário já definido para a produção e os agricultores que pretendem alterações.

Sob a pressão da tendência de uma guerra comercial prolongada há projeções de destruição em 13 milhões de hectares da floresta amazônica.

Como tendência é mais imaginação que realidade, o caso recomenda cautela. Um acordo para respostas flexíveis seria o melhor e mais rápido meio de resolver a questão, mas as lideranças brasileiras precisam reaprender as regras do debate e do respeito a quem pensa diferente. Reler as biografias de Rondon e do Barão do Rio Branco ajudaria muito.

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A transoceânica

A reaproximação do Brasil com a China, como ocorreu em encontro recente no Japão, terá como efeito imediato o reinicio das negociações entre megas empresas chinesas com os brasileiros para a construção da Ferrovia Transoceânica, uma obra de relevancia para os rondonienses, que pode transformar Porto Velho num dos grande eixos intermodais da América Latina.

Prefeitos urrando

A maioria dos prefeitos rondonienses está urrando com a cronica falta de recursos para atender as demandas sociais, pior ainda quando se refere à infra-estrutura, como pavimentação, esgotamento sanitário, etc. Enquanto batem cabeça, os alcaides também se articulam para extrair verbas oriundas das emendas parlamentares dos deputados estaduais, federais e senadores.

Semana decisiva

Em Candeias do Jamari, cidade satélite de Porto Velho, teremos uma semana decisiva para a eleição suplementar de 7 de julho. Lá tradicionalmente existe um rodizio de poder entre as forças ligadas ao ex-prefeito e ex-deputado federal Lindomar Garçon e a coalizão do prefeito assassinado Chico Pernambuco. Se o rodizio continuar valendo, a turma do Garçon leva.

Fuga de investidores

Num mar de incertezas, com a economia de Porto Velho patinando – até as vendas do Dia dos Namorados fracassaram no mercado lojista local – se registra uma baita fuga dos investidores no ramo imobiliário. A maioria dos negócios tem ocorrido com aqueles mutuários que estão comprando casa própria através de financiamentos. Um setor com dificuldades em reagir.

Região de expansão

Enquanto em alguns bairros de Porto Velho, o crescimento estabilizou, casos do Areal, Triângulo e centro histórico, a região encravada as margens da BR- 319, do outro lado da ponte do Rio Madeira, espicha. Já, ao lado da Vila do Dnitt algumas invasões foram fomentadas, logo adiante surgiram loteamentos clandestinos, mesmo com as restrições do Ministério Público. Um problema sério para o Plano Diretor.

Via Direta

*** O Programa Mais Médicos finalmente reforçou o atendimento nos municípios mais carentes *** No entanto, a carência de profissionais da saúde ainda é grande nas localidades mais afastadas dos pólos regionais de Rondônia *** O modus operandi para obter êxito nas reivindicações de pavimentação em Porto Velho é o mesmo de sempre: queimar pneus e fazer confusão *** O ato mais recente foi na estrada dos japoneses, com nuvens de poeira e fumaça afetando a saúde daquela progressista comunidade.


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