Porto Velho/RO, 25 Novembro 2021 15:10:29
Saúde

Mais 76 casos da variante delta são confirmados em Rondônia

Casos estão divididos em 13 municípios do estado. Pessoas de nove a 90 anos estão entre os positivados.

Por Redação Diário da Amazônia
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Publicado: 25/11/2021 às 00h01min | Atualizado 25/11/2021 às 10h06min

Variante delta do coronavírus — Foto: Divulgação

Mais 76 novos casos da variante Delta do coronavírus foram registrados pela  Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), em 13 municípios rondonienses. Mais 76 casos da variante delta da Covid-19 foram confirmados . Do total de positivados, 62% não haviam completado o esquema vacinal. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (24) pelo secretário estadual de saúde, Fernando Máximo.

Os pacientes têm idade entre nove e 90 anos e estão sendo monitorados pela Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) e pelas vigilâncias municipais. Com os novos casos, Rondônia soma 160 pessoas confirmadas com a nova variante.

Dos novos casos registrados, um é em Nova Mamoré, 16 em Porto Velho; quatro em Machadinho d’Oeste; três em Ouro Preto do Oeste; 25 casos em Ji Paraná; dois em Presidente Médici; um em Alvorada; quatro em Cacoal; um em Governador Jorge Teixeira; três em Seringueiras; um em Costa Marques; três em Cerejeiras e 12 em Vilhena.

“O grande problema da variante Delta é o seu alto poder de transmissibilidade. Como comparativo, a cada pessoa contaminada pela variante Alpha, vírus gerador da covid-19, contaminava mais três, a Delta provavelmente é o dobro ou mais do que isso”, alerta o secretário de Estado da Saúde, Fernando Máximo.

Mas com o ciclo vacinal completo, as vacinas têm uma alta taxa de eficácia contra a variante delta.

“Hoje temos vacinas na geladeira, em todos os municípios de Rondônia para quase 400 mil pessoas que não voltaram pra tomar a segunda dose. E aí a gente observa esse aumento no número de casos”, comentou o secretário.

O aumento dos casos acabam refletindo também nas internações. Segundo Fernando Máximo, em Ariquemes todos os leitos das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) estão lotados. Dos 13 pacientes intubados, sete não tomaram sequer uma dose das vacinas. Seis dias antes de acabar o mês de novembro, 5.275 registros da doença já foram contabilizados no estado. Se comparado a setembro, o aumento é 95%.

Segundo especialistas, o objetivo principal das vacinas neste momento é evitar formas graves e mortes por causa do vírus. As vacinas diminuem, mas não zeraram a chance de se infectar. É por isso que, além de se vacinar, é importante manter as outras medidas de proteção contra a doença, como o uso de máscaras, o distanciamento social e a higiene.

Até agora, todas as vacinas aplicadas no Brasil – CoronaVac, AstraZeneca/Oxford, Pfizer e Johnson – foram capazes de diminuir internações e mortes pela doença.

“É de extrema importância que nos vacinemos visando completarmos o ciclo vacinal com a 2ª dose e agora com a 3ª, pois somente assim estaremos imunes e livres dessa doença que já fez muitas vítimas”, finaliza o secretário da Saúde.



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