Porto Velho/RO, 16 Setembro 2021 11:03:02

Carlos Sperança

coluna

Publicado: 09/09/2021 às 13h01min | Atualizado 09/09/2021 às 13h02min

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Marcos Rocha aproveita as indefinições e vai nadando de braçada na corrida pela reeleição

Deveres a cumprir Negar que o Brasil vive uma séria crise seria loucura, pois só reconhecendo os problemas será possível resolvê-los...

Deveres a cumprir

Negar que o Brasil vive uma séria crise seria loucura, pois só reconhecendo os problemas será possível resolvê-los. Seus reflexos afetam a sociedade em geral, sobretudo os mais pobres. Para os políticos, seu dever é cumprir fielmente a Constituição, que juraram obedecer e exige deles o mínimo aceitável: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Das lideranças classistas, a situação reclama ações positivas. Do povo em geral, que trabalhe em paz. Como exortou o almirante Barroso, “o Brasil espera que cada um cumpra o seu dever”.

Se é nas dificuldades que os verdadeiros amigos se revelam, é nas crises que os melhores homens públicos e os mais generosos líderes da sociedade civil se destacam, pela capacidade de conduzir e apoiar ações resolutivas. No caso da Federação das Associações Comerciais de Rondônia, anunciar seu patrocínio ao evento Conecta Sebrae – Agrolab Amazônia reforça um marco importante na ascensão do agronegócio a um novo patamar, em que a tecnologia será a via de acesso ao futuro da atividade.

Já sobrecarregados de dificuldades, os comerciantes poderiam até supor que o agronegócio tem estrutura suficiente para bancar um evento de seu interesse. No entanto, os empresários viram que o tema do evento projeta uma ponte para todos. É justo e até necessário que a sociedade inteira dê respaldo às iniciativas que importam. O Agrolab será um sucesso e todos ganharão com ele.

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Arrastão de aviões

Esperava-se que com o governo militar do presidente Jair Bolsonaro, a questão da segurança pública no Brasil tivesse melhoras. Mas não é o que está acontecendo: os presídios estão dominados pelas facções criminosas onde os chefões montaram seus escritórios do crime organizado. A violência assola as cidades brasileiras e a zona rural dos estados do agronegócio e os arrastões se espalharam pelo País afora e agora já temos arrastão até de aviões, como ocorreu recentemente no Mato Grosso do Sul com quatro aeronaves roubadas de uma só vez.

As manifestações

Patrocinadas pelas bases governistas e parte do agronegócio mais conservador, as manifestações pró-golpe militar para estender o mandato do presidente Jair Bolsonaro, seguem repercutindo por todo o País. As intenções são claras e a militância motivada, já que centenas de ônibus foram recrutados em todo o País para SP, RJ e Brasília. Em Rondônia tivemos caravanas cujos integrantes receberam mesadas gordas para os atos antidemocráticos e gritar pelo nome do presidente. A situação vem se agravando causando  prejuízos até para a economia brasileira já que a beligerância afugenta investidores tal a insegurança jurídica.

Na fronteira

Com o que ocorreu no Mato Grosso do Sul, fazendeiros e produtores em Rondônia que possuem aeronaves nos municípios de fronteira com a Bolívia ficaram com os cabelos em pé. Afinal, roubo de aeronave não é novidade em Rondônia. Os traficantes têm feito isto há pelo menos duas décadas e só neste ano pelo menos seis foram parar na Bolívia. O narcotráfico aterroriza e é a principal causa do roubo de caminhonetes na região para trocas por entorpecentes no vizinho País. Onde vamos parar com tanta bandidagem?

Pé na estrada

Vem aí concorrência pesada pela disputa das oito cadeiras à Câmara dos Deputados destinadas a Rondônia no Congresso Nacional. Na região de Ariquemes e Vale do Jamari, o ex-prefeito Thiago Flores, o ex-deputado Tziu, o ex-vice-prefeito Folladorzinho, entre tantos nomes cogitados. Briga de foice no Cone Sul, com Natan Donadon, com Evandro Padovani, com Eduardo Japonês. Na região central dois nomes fortes na peleja: a deputada federal Silvia Cristina, o ex-prefeito Jesualdo Pires. Na capital, uma canibalização horrível entre os predadores e atuais deputados federais, com nomes emergentes como Ieda Chaves, Cristina Lopes, Breno Mendes, entre outros possíveis candidatos.

As paliçadas

Enquanto os candidatos ao Palácio Rio Madeira seguem indefinidos e as tentativas de alianças não se consumam, o governador Marcos Rocha (sem partido) vai nadando de braçadas e reforçando suas paliçadas para seu projeto de reeleição no ano que vem. Na semana que passou seguiu o lançamento de programas de infraestrutura no interior do estado, principalmente de pavimentação. Outro mote tem sido a regularização fundiária nos municípios. Ao mesmo tempo, ele começa a discutir nomes para substituir alguns secretários que no início do ano vão se desincompatibilizar para disputar cargos eletivos.

Vias Direta

*** Em decorrência de superlotação  ou em algumas vezes facilitação, tem aumentando as fugas de presidiários em vários municípios do estado *** A cidade  com presídio recordista em fugas é Ariquemes mas os eventos também tem ocorrido em Ouro Preto do Oeste e outras cidades polos no estado *** Os partidos estão iniciando campanhas de filiações e  de identificação de lideranças para a disputa de cargos eletivos   a Assembleia Legislativa e a Câmara dos Deputados no ano que vem *** O PSB de Mauro Nazif vem reforçado para 2022 com adesões de deputados estaduais e lideranças estaduais *** Por conta disto os socialistas ficaram de asas crescidas e já pensam em definir candidatos também ao Senado e ao governo do estado.


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sobre Carlos Sperança

Um dos maiores colunistas político do Estado de Rondônia. Foi presidente do Sinjor. Foi assessor de comunicação do governador José Bianco entre outros. Mantém uma coluna diária no jornal Diário da Amazônia.

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