Porto Velho/RO, 12 Abril 2021 22:21:20

Carlos Sperança

coluna

Publicado: 06/04/2021 às 08h22min | Atualizado 06/04/2021 às 08h23min

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Médicos migram para grandes centros e Rondônia se vê prejudicada no pior momento

Jogo de cintura  Privilegiar uma agenda positiva para a Amazônia passa pela urgência de pôr freio às negatividades. Neste sentido, é..

Jogo de cintura 

Privilegiar uma agenda positiva para a Amazônia passa pela urgência de pôr freio às negatividades. Neste sentido, é preciso confiar que o novo ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto França, terá a sensibilidade necessária para remendar os buracos rasgados por seu antecessor na delicada tapeçaria das relações com outros países. Esse é um terreno movediço. Nele se se requer habilidade para harmonizar nações que são clientes de diversos produtos, mas concorrentes em outros.   

Apesar de não ter experiência diplomática lá fora, aqui dentro o novo ministro chega com um currículo invejável de polidez e eficiência que o fez ganhar confiança no trato com as personalidades mais poderosas do país, trabalhando no Planalto desde os governos Fernando Henrique Cardoso, Dilma Rousseff, Michel Temer e agora com a exigente família Bolsonaro.

França tem a missão crítica – para os chineses a palavra “crise” significa ao mesmo tempo perigo e oportunidade – de recuperar a confiança do mundo, ação que só terá sucesso quando o governo mostrar na prática um projeto que vá além do nacionalismo retórico e da habitual prevaricação.

Recomenda-se que o apoio ao novo ministro não seja também só retórico, agregando itens para uma agenda positiva tão robusta que possa pôr fim à negatividade e ao negacionismo, manha infantil para fugir dos problemas sem resolvê-los.

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Correndo trecho

Alguns ex-deputados estaduais já estão no trecho com o propósito de reconquistar cadeiras no Legislativo estadual no ano que vem. São os casos de Só na Bença (Região de Pimenta Bueno), Ezequiel Junior (Machadinho do Oeste). Airton Gurgacz (Ji-Paraná), Hermínio Coelho (Porto Velho) e principalmente Maurão de Carvalho (Ministro Andreazza), que retoma sua carreira política para se eleger e reconquistar a presidência da Assembleia Legislativa na próxima legislatura. São páreos duros para os deputados estaduais atualmente com mandatos eletivos.

Mesmo cenário

Assim como ocorre na peleja para Assembleia Legislativa, também para a Câmara dos Deputados teremos disputas renhidas com ex-deputados federais e ex-prefeitos nas paradas no ano que vem. Na capital, temos Lindomar Garçon, ex-prefeito de Candeias e ex-deputado federal. Em Ji-Paraná, o ex-deputado estadual e ex-prefeito Jesualdo Pires, em Ariquemes o ex-vice-prefeito Lucas Follador, em Cacoal o ex-deputado federal Nilton Capixaba, em Vilhena o retorno de Natan Donadon, e em Ariquemes temos ainda o ex-prefeito e ex-senador Ernandes Amorim.

 A incidência

Tendo em vista a elevada incidência do covid em Porto Velho muitos órgãos públicos estão estendendo a suspensão de suas atividades. É o caso da Assembleia Legislativa de Rondônia, onde muitos deputados e servidores públicos foram infectados desde o ano passado. Lá, por determinação do presidente Alex Redano as atividades presenciais ficarão suspensas até o dia 20 de abril. Assim como o mês de março, neste mês de abril já se constatam novos recordes de infecções em vista dos lockdows meia boca praticados pelas esferas municipais e estaduais nestas bandas.

 Bom senso

Com justa razão o deputado federal Leo Moraes (Podemos) cobrou bom senso da mesa diretora da Câmara dos Deputados com relação ao aumento para R$ 175 mil para os gastos com saúde dos parlamentares. Moraes lembrou que o reajuste é também inoportuno, no momento em que a população sofre pesadamente com a pandemia do coronavirus. Pelo que se sabe, dos federais rondonienses só ele protestou. O restante deve se posicionar a respeito desta situação.  O presidente Arthur Maia (centrão), pelo que se vê está pagando compromissos de campanha e se colar colou.

Evasão de médicos

Com os médicos rondonienses migrando para os grandes centros mais abastados, como São Paulo e Rio Grande do Sul em condições de pagar melhores salários, o estado de Rondônia se vê prejudicado no pior momento da pandemia. Com isto a Assembleia Legislativa está abrindo, através de projeto de lei, reforços salariais e oportunidade para médicos formados no estrangeiro. Ainda existem muitos médicos cubanos dando sopa no País, impedidos de trabalhar no início da gestão Bolsonaro, mas agora já sendo readmitidos pelos municípios mais distantes. É uma opção para a situação rondoniense.

 

Via Direta

*** Muitos prefeitos brasileiros que prometeram vacinas para abril já estão de barbas de molho. Tantos deles compraram gato por lebre e os imunizantes não estão aparecendo *** Serão conhecidos doravante como “El Patos” *** O Brasil tem exemplos de eficiência no combate ao coronavirus, como ocorreu em Araraquara no interior de São Paulo *** No entanto as esferas municipais, estaduais e federais não utilizam o modelo para reduzir drasticamente os casos de infecção *** Trocando de saco para mala: A bandidagem voltou com tudo neste início de verão na disputa de terras. Fazendeiros, grileiros e posseiros disputam áreas invadidas em parques nacionais *** De Corumbiara a Montenegro, o bicho está pegando. Mais um ano de crimes no campo.


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sobre Carlos Sperança

Um dos maiores colunistas político do Estado de Rondônia. Foi presidente do Sinjor. Foi assessor de comunicação do governador José Bianco entre outros. Mantém uma coluna diária no jornal Diário da Amazônia.

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