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Agronegócio

Mercado da carne oscilante em Rondônia

O momento é de espera diante do clima de expectativas ao longo do trimestre.

Por Redação Diário da Amazônia
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Publicado: 11/02/2018 às 06h10min

O mercado interno da carne bovina apresenta um clima de expectativas com relação aos preços praticados no Estado

Rondônia fechou 2017 com o mercado de carne bovina em alta, atingindo a marca de 14 milhões de cabeças de bovinos e bubalinos, com a pecuária se consolidando como a cadeia produtiva predominante no Estado.

Para 2018, de acordo com o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Rondônia (Faperon), Hélio Dias, existe um clima de expectativas quanto ao movimento do mercado interno da carne bovina. Isto levando em conta que o momento é de espera, principalmente ao longo do primeiro trimestre para avaliar o comportamento dos preços.

Segundo Hélio Dias, neste primeiro trimestre de 2018 a tendência é que haja uma oscilação de preços no mercado da carne bovina. O preço da arroba deve oscilar entre R$ 128,00 e R$ 134,00 (boi) e R$ 118,00 e R$ 123,00 (vaca).

Em 2017 a recuperação dos preços aconteceu no segundo semestre, tendo em vista que ao longo de todo o primeiro semestre o mercado sofreu os impactos da operação “Carne Fraca”, desencadeada pela Polícia Federal. O resultado da operação policial derrubou o preço da arroba, além de desestabilizar o mercado e elevar o custo da produção.

No caso de Rondônia, havia cerca de 600 mil cabeças de gado nas propriedades rurais, prontas para o abate e sem mercado. Os novos prazos impostos pelos frigoríficos estavam obrigando os pecuaristas a manter os animais por mais tempo, o que demandou mais gastos com alimentação e outros cuidados.

A Federação da Agricultura e Pecuária de Rondônia apresentou reivindicações ao governo Estadual, argumentando que a taxa de imposto incidente sobre a comercialização do gado fosse reduzida. Um decreto governamental, publicado em agosto de 2017, autorizou a redução do imposto sobre a carne em 80% nas operações interestaduais com gado bovino em pé da produção interna.

A medida contribuiu para restabelecer a normalidade e o mercado interno reagiu positivamente, com os frigoríficos voltando a adquirir bois dos pecuaristas locais. Apesar do momento de expectativa, o mercado continua aquecido.



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