Porto Velho/RO, 29 Maio 2020 09:22:31

SolanoFerreira

coluna

Publicado: 29/05/2020 às 06h00min | Atualizado 29/05/2020 às 09h22min

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Merenda escolar garante a segurança alimentar durante a pandemia.

A decisão tomada pelo governador Marcos Rocha de utilizar os recursos da merenda escolar como fonte de subsidio familiar é louvável e..

A decisão tomada pelo governador Marcos Rocha de utilizar os recursos da merenda escolar como fonte de subsidio familiar é louvável e acertada. Todos os meses o Ministério da Educação deposita nas contas de governos estaduais e prefeituras, o dinheiro para a compra da merenda escolar, através do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Somente no mês de abril, a União repassou a Estados e municípios R$ 316,6 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), para serem destinados a alimentação escolar.

A merenda escolar foi criada como forma de nutrir as crianças e melhorar a aprendizagem. Entre muitos alunos é a única ou a melhor alimentação recebida no dia. Assim, o programa que servia para ajudar no desenvolvimento escolar, tornou também, fonte de nutrição de diversas crianças.

A Segurança Alimentar é um dever social do estado. O termo “Segurança Alimentar” começou a ser utilizado durante a Primeira Guerra Mundial para definir o controle alimentar que o país pode exercer sobre o outro. A alimentação se tornou arma poderosa e os países passaram a ter maiores controles na produção mínima de alimentação para suas respectivas populações. Dessa forma, podemos considerar que a Merenda Escolar como programa de governo é também um sistema social de Segurança Alimentar.

Em Rondônia, o governo estadual regulamentou o repasse dos recursos para os estudantes através de cartão aceito em estabelecimentos comerciais que vendem alimentos, para garantir que os recursos sejam de fato utilizados pelas famílias com essa finalidade. As empresas são cadastradas para que haja melhor controle no sentido de garantir que a merenda escola possa nutrir a classe estudantil carente mesmo durante a pandemia. ao invés de deixar o dinheiro parado e devolver à União, o governo estadual soube dar um destino certo e justo.


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sobre Solano Ferreira

Editor-Chefe do Diário da Amazônia. Comunicador Social e Marketing/ Mestre em Geografia. Atua na Gestão Estratégica e Gerenciamento de Crise.

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