Porto Velho/RO, 10 Setembro 2021 08:52:28

SolanoFerreira

coluna

Publicado: 10/09/2021 às 08h52min

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Momento político mostra a necessidade de reconstruir a nação

A crise brasileira vem tomando dimensões preocupantes. O relacionamento estre as instituições continua arranhado, os poderes..

A crise brasileira vem tomando dimensões preocupantes. O relacionamento estre as instituições continua arranhado, os poderes fragilizados e já passa do momento de juntar os cacos, colar e recompor. Em meio a tantas gritarias, a maioria do povo brasileiro assiste calado esse despencar. O número de insatisfeitos cresce. A angústia e a revolta silenciosa podem ser piores do que qualquer histeria.

A tendência para as eleições 2022 ainda está em formação na consciência do eleitor, mas tudo indica que entre o incerto e o duvidoso, o eleitor dará preferência para quem já conhece e já foi experimentado em algum poder. Diante de tantas decepções não haverá espaço para novos e novidades como nas eleições anteriores. O País não tem tradição de formação política e as consequências dos erros nas urnas geram reflexos difíceis de recuperar.

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e divulgado nesta semana, avalia que o reajuste nos preços para as famílias com renda entre um e 40 salários mínimos, subiu 0,96% em julho, o maior resultado para o mês desde 2002, quando a alta foi de 1,19%. No ano, o indicador acumula alta de 4,76% e, em 12 meses, 8,99%, ficando acima do registrado nos 12 meses imediatamente anteriores (8,35%). É a maior taxa desde maio de 2016, quando o IPCA ficou em 9,32% em 12 meses. Em julho do ano passado, a taxa mensal foi de 0,36% e, em junho de 2021, de 0,53%.

O desemprego continua perto de 15 milhões de trabalhadores e entre esses estão os 6 milhões de desalentados que são os que já desistiram de procurar emprego fixo. A fome já atinge 20 milhões de pessoas, e mais de 220 mil brasileiros estão em situação de rua.

O Brasil precisa com urgência de um projeto de recuperação socioeconômica. Precisa melhorar o índice de crescimento e voltar ao patamar de estar incluso no grupo das dez maiores economias do mundo, como estava em 9º lugar em 2019, e despencou para a 21ª colocação entre as 50 maiores economias do mundo, em 2020.


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sobre Solano Ferreira

Editor-Chefe do Diário da Amazônia. Comunicador Social e Marketing/ Mestre em Geografia. Atua na Gestão Estratégica e Gerenciamento de Crise.

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