Porto Velho/RO, 12 Maio 2020 06:30:14

SolanoFerreira

coluna

Publicado: 12/05/2020 às 06h30min

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Morrer ou viver parecem ter o mesmo valor nessa pandemia

O Brasil atingiu a triste marca de mais de 10 mil mortes pela doença Covid-19, causada pelo novo coronavírus. Mortes que poderiam ser..

O Brasil atingiu a triste marca de mais de 10 mil mortes pela doença Covid-19, causada pelo novo coronavírus. Mortes que poderiam ser evitadas, caso houvesse controle mais responsável. A letalidade que era 2,3% no início da pandemia, saltou para 13,8% e desespera ainda mais as pessoas que estão atentas à crescente marca. Nem guerra consegue matar tanta gente em tão pouco espaço de tempo. E dessa vez a guerra é contra um vírus invisível e uma aberração de falatórios visíveis e audíveis, e que ressoam como se nada estivesse acontecendo.

Ontem, empresários de Ji-Paraná resolveram fazer uma ação de rua buscando impactar as pessoas sobre a responsabilidade individual. O cumprimento do protocolo de segurança epidemiológico precisa ser cumprido à risca. Uma pessoa contamina a outra, os testes para detectar não aumentam como crescem a curva da doença, e nas ruas pessoas circulam sem necessidade e sem qualquer temor de contaminar ou ser contaminado.

Na capital, os cuidados são observados apenas nos bairros da zona Norte (região central). Nas zonas Sul e Leste, as mais populosas, pessoas andam sem máscaras, comércios não controlam acessos, e o uso de higienização parece ser ignorado. No interior do estado, o comportamento social é semelhante ou pior. A vida segue como se nada estivesse acontecendo, a não ser, as diversas contaminações diárias e as mortes silenciosas que passam despercebidas e sem velórios.

Cabuloso também é o comportamento dos gestores públicos que, hora diz; hora desdiz. A desconexão dos discursos dos que estão na linha de frente dessa batalha soam como se não houvesse gravidade. Nesse país de um povo bem humorado, que de tudo vira piada, as mortes e as contaminações descontroladas pareces apenas mais uma brincadeira. Que possa haver seriedade e controle enquanto é tempo.


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sobre Solano Ferreira

Editor-Chefe do Diário da Amazônia. Comunicador Social e Marketing/ Mestre em Geografia. Atua na Gestão Estratégica e Gerenciamento de Crise.

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