Porto Velho/RO, 04 Novembro 2020 07:46:14
Polícia

MP realiza operação contra fraudes e adulteração de combustíveis

Ao todo, são cumpridos 16 mandados de busca e apreensão em sete estados.

Por Redação / Diário da Amazônia
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Publicado: 21/10/2020 às 09h37min

Polícia cumpre mandados em ação contra fraudes e adulteração de combustível / Foto: Marcelo Brandt/G1

Nesta quarta-feira (21) o Ministério Público de São Paulo realiza uma operação contra um esquema de fraudes e adulteração de combustível nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro Minas Gerais, Bahia, Tocantins, Rondônia e Rio Grande do Sul.

De acordo com os investigadores, o objetivo da operação é desarticular uma organização criminosa que tinha um sofisticado processo de adulteração de combustível e de importação ilegal de compostos usados na mistura da gasolina e do diesel. O grupo teria sonegado mais de R$ 538 milhões em tributos federais.

Serão cumpridos dois mandados de prisão e 16 mandados de busca e apreensão Um dos alvos é Ricardo de Oliveira, apontado como chefe do esquema. Ele foi preso em sua casa, em Santo André, no ABC paulista.

A polícia também prendeu André Luiz Riberio, sócio de uma das empresas. De acordo com os investigadores, ele era o responsável pela importação de compostos derivados do petróleo usados para as adulterações.

A operação é realizada com apoio da Receita Federal e da Polícia Rodoviária Federal.

Segundo o  Ministério Público de São Paulo a organização criminosa era especializada na adulteração de combustíveis e do composto químico ARLA 32, reagente utilizado para garantir maior eficiência na redução dos poluentes nos motores a diesel.

O grupo fabricava o ARLA32 utilizando-se, irregularmente, de ureia destinada à fabricação de adubos e fertilizantes, isenta de tributos normalmente cobrados da ureia automotiva, mais pura. A mistura, além de causar mais danos ao meio ambiente, pode danificar o motor do veículo.

Também foi constatado que a organização criminosa importava irregularmente nafta (produto extraído do petróleo e matéria-prima básica para a produção de plástico), sob a justificativa de que o produto seria destinado à fabricação de tintas e vernizes.

Porém, as investigações indicaram que o nafta era misturado à gasolina no processo de adulteração.



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