Porto Velho/RO, 01 Setembro 2021 05:15:35

LarinaRosa

coluna

Publicado: 03/03/2021 às 06h00min | Atualizado 03/03/2021 às 08h36min

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Mulheres vítimas de violência podem pedir socorro em farmácias 

A ação de denúncia silenciosa ajuda mulheres que estão precisando de socorro e não conseguem ajuda.

Em tempos de isolamento as mulheres que sofrem violência doméstica convivem também com a dificuldade de denunciar seus agressores porque estão o tempo todo em sua companhia. Desde o ano passado, uma campanha produzida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) vem salvando vidas daquelas que não conseguem denunciar.

A ideia é simples e veio incentivar mulheres que estão em situação de violência doméstica a pedirem ajuda na farmácia. A pergunta é, como? Se na maioria das vezes ela está acompanhada do agressor? Funciona assim, basta a mulher que está correndo perigo mostrar disfarçadamente um X desenhado na palma da mão, que pode ser feito com caneta ou batom, para que o atendente de farmácia acione a polícia. E em seguida conduza a vítima para um espaço seguro reservado pela farmácia, até a chegada dos militares.

A ação de denúncia silenciosa ajuda mulheres que estão precisando de socorro e não conseguem ajuda. Seja porque o companheiro quebrou o celular, obrigou a desativar as redes sociais, proibiu ela de se comunicar com a família ou em situações de cárcere privado. Já que essas mulheres na maioria das vezes não são levadas para hospitais para não despertar suspeitas, a farmácia virou a melhor opção de ajuda.

Em Rondônia, existem centenas de farmácias, estabelecimentos que não fecharam durante a pandemia, se cada instituição se cadastrar na campanha, milhares de mulheres que sofrem abusos físicos e psicológico poderão ser salvas.

A participação da farmácia é voluntária, através de um preenchimento de um formulário no site Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). Os funcionários poderão participar da ação sem precisar ser conduzidos a delegacia para testemunhar.

Nossa Constituição Federal determina para cada mulher brasileira uma vida livre, justa, plena de direitos, mas infelizmente não é o que acontece com a maioria das brasileiras. Vale tudo para ajudar uma mulher em situação de violência que precisa colocar um fim no seu sofrimento.


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sobre Larina Rosa

Larina Rosa é natural de Colorado do Oeste, Rondônia. Jornalista, redatora e repórter do Diário da Amazônia, acredita na luta contra a violência de gênero e igualdade de direito das mulheres.

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