Porto Velho/RO, 23 Novembro 2021 15:57:08

CarlosSperança

coluna

Publicado: 23/11/2021 às 12h30min | Atualizado 23/11/2021 às 15h57min

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Na disputa presidencial, o eleitorado começa a fazer as contas para o ano que vem

Floresta na mídia Livros, filmes, seminários, exposições de arte, instalações de multimídia e notícias em profusão confirmam a..

Floresta na mídia

Livros, filmes, seminários, exposições de arte, instalações de multimídia e notícias em profusão confirmam a cada instante que a Amazônia é um dos assuntos mais destacados em todo o mundo, seja relacionada ao quadro geral do meio ambiente como especificamente à grave ameaça do aquecimento global.

Há pouco um novo surto midiático se levantou, na trilha das preocupações com a floresta: as histórias em quadrinhos. Destaca-se “Ajuricaba”, do manauara Ademar Vieira, finalista do prêmio Jabuti, o mais importante da literatura nacional. Projeta o líder do povo Manaó que ao recusar a escravidão dos índios ganhou o apoio de dezenas de nações para enfrentar o então poderoso reino de Portugal. Além de Ademar, participam Jucylande Júnior, Tiê Santos e Ana Valente nos desenhos e artes.

Por sua vez, o quadrinista Eunuquis Aguiar e esposa Malika Dahil tiveram a história “Fronteira” indicada ao Prêmio HQMIX, o “Oscar” do quadrinho brasileiro. Notável em tempos de impacto das transformações na floresta é “Mapinguari”, de André Miranda e Gabriel Góes, que acompanha o filho de um seringueiro deixando sua comunidade para trabalhar na cidade. 

O Brasil deixar de ser rural para ser urbano não foi planejado, deixando que cada qual ajeitasse o cargueiro em sua viagem pessoal. Essa, em carne e osso, tem sido a história de milhões de pessoas que hoje vivem nas cidades amazônicas.

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Pau no Moro!

O ex-ministro da Justiça Sérgio Moro já mostrou suas credenciais para se tornar a terceira via nas eleições presidenciais no ano que vem.  Tem posições definidas: é claramente um anti-petista e um anti-bolsonarista e com isto já recebe cacete dos aliados dos dois candidatos favoritos para seguir em segundo turno, que são Lula e Bolsonaro. Mais adiante também vai levar pau dos demais candidatos que querem se tornar a terceira via. Será uma parada indigesta. Moro vai precisar de reforçar o lombo e aumentar o estoque de emplastos sabiá para tanta pancada.

Fazendo as contas

Na disputa presidencial o eleitorado começa a fazer as contas para o ano que vem. Os petistas e aliados roubaram muito mesmo? Porque o presidente Bolsonaro se aliou aos políticos dos partidos que mais desviaram recursos nas últimas décadas, como o bloco formado pelo famigerado Centrão, que rapinou o Brasil desde os governos Lula, Dilma e Temer? Se Sérgio Moro foi justo nas suas sentenças contra os petistas, pepistas, emedebistas e liberais que acabaram em cana e com seus bens confiscados? Porque nas instâncias superiores tantas decisões foram revistas depois de anos, em favor dos infratores e porque a impunidade aumentou?

A fatia do bolo

Atualmente a maior fatia do bolo do fundão eleitoral é destinado a 23 partidos na Câmara dos Deputados. A partir da eleição de 2022 as agremiações políticas que elegerem mais parlamentares para o Congresso terão a parte do leão. As siglas que não emplacar representantes vão praticamente desaparecer, porque sem dinheiro não terão como pagar as contas e terão graves obstáculos para a sobrevivência dos seus diretórios municipais. Como a maioria dos políticos são tocados a grana vão cair distantes das legendas fora do butim. Atualmente o PSL, PP, PT e MDB contam com a maior parte dos recursos eleitorais.

Nova rodoviária

Dos deputados estaduais da capital apenas os representantes Alan Queiroz (PSDB) e Jair Montes (Avante) tem cobrado das esferas municipais e estaduais uma posição sobre a construção do novo terminal rodoviário da capital, um sonho acalentado há décadas, já que as atuais instalações se transformaram num cartão postal negativo de Porto Velho e pelo estado de abandono a região se tornou na maior cracolândia de Rondônia. Tráfico de drogas e esfaqueamentos são constantes numa região, com muitos casos de roubos e até homicídios nas redondezas. 

A cara de pau

Em Porto Velho temos uma onda de arrombamento de casas, de fiação elétrica nas ruas e parques, hidrômetros de contas de água e relógios de energia e tampas de bueiro. Já temos queixas de munícipes que tiveram seus portões de ferro roubados em viagens de fim de semana e colocados a venda em mídias sociais. Pela madrugada são vistos ladrões levando aparelhos de televisão nas costas, portas e janelas. Rouba-se até areia e tijolos defronte das construções, é coisa de louco. É preciso reforçar a segurança pública. A bandidagem tomou  conta do pedaço.

Via Direta

*** Minhas congratulações as populações dos municípios que estão comemorando suas respectivas emancipações neste mês de novembro, casos de Ji-Paraná, Ariquemes, Cacoal, Pimenta Bueno e Vilhena*** Até 1977 Rondônia só contava com dois municípios: Porto Velho e Guajará Mirim. Os demais foram surgindo em seguida e nos anos 80 e 90*** Aguarda-se agora no Congresso Nacional uma janela para flexibilizar novas autonomias. Extrema (em Porto Velho) e Tarilandia (em Jaru) estão na fila e são os distritos com os processos mais adiantados já que nestas localidades já foram realizados plebiscitos pelo IBGE*** Pelo critério demográfico entram logo na briga pela independência Jacy-Paraná e União Bandeirantes, que atendem as demandas populacionais e econômicas para a autonomia. 

 


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sobre Carlos Sperança

Um dos maiores colunistas político do Estado de Rondônia. Foi presidente do Sinjor. Foi assessor de comunicação do governador José Bianco entre outros. Mantém uma coluna diária no jornal Diário da Amazônia.

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