Porto Velho/RO, 24 Maio 2020 13:25:45

CarlosSperança

coluna

Publicado: 24/05/2020 às 08h01min | Atualizado 24/05/2020 às 13h25min

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Não é hora de decretar a falência da floresta e do Brasil

Negar o pior A multiplicação de novas descobertas e inovações virou um rolo compressor que atropela o conservadorismo obscurantista. O..

Negar o pior

A multiplicação de novas descobertas e inovações virou um rolo compressor que atropela o conservadorismo obscurantista. O obscurantismo, que não pode ser comparado ao conservadorismo lúcido, protetor dos valores permanentes da sociedade, detesta o caráter revolucionário e inovador da ciência. Ao sentir suas crenças desmoralizadas por novas descobertas, hostiliza o novo cevando o medo que as mudanças causam.

Sua última trincheira é o negacionismo: negar tudo aquilo que possa desmoralizar seus postulados e dogmas. No caso dos estudos que pipocam a toda hora projetando um triste futuro para a Amazônia, a continuarem sem freio as mudanças drásticas que substituem parte das vegetações nativas desta região e do Cerrado, até os lúcidos se sentem inclinados a negar o pior.

Se a Amazônia até recentemente era considerada a grande esperança de salvação do planeta, é difícil engolir que seja agora jogada no caldeirão das piores penas do inferno. Pode-se aceitar que a devastação cause de fato sérios prejuízos ao país e degradação ambiental possa facilitar malefícios como as epidemias, mas ainda não é hora de decretar a falência da floresta e do Brasil. Há muito a ser feito. Novos estudos objetivos ora em andamento por parte dos cientistas e o combate severo à destruição da floresta pelas forças de segurança precisam ser os antídotos para os venenos do Apocalipse.

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Crime hediondo

O deputado federal Leo Moraes (Podemos-RO), destaque do nosso estado no Congresso Nacional, apresentou projeto de lei tornando crime hediondo a rapinagem do erário por agentes públicos no decorrer da pandemia. Mais do que oportuna a matéria já que se constata em todo o País os políticos se unindo a empresários inescrupulosos para a roubalheira e quase todo dia vemos denúncias neste sentido na região amazônica. Quase todos estados envolvidos em mutretagens.

Recorde negativo

Com recorde nacional de letalidade – chegou atingir a 50 por cento dos infectados – com a pandemia do coronavirus, o município de Guajará Mirim, na fronteira com a Bolívia, vivencia um drama sem fim na saúde pública. Não bastasse a crise econômica que já vem de longe, a Pérola do Mamoré, que sobrevivia das exportações ao pais vizinho, esta totalmente paralisada. Agora com mais ajuda do governo do estado e da Assembleia Legislativa, a cidade busca soluções para seus pleitos.

A polêmica

A isenção da dívida da antiga Ceron, cuja massa falida foi adquirida pela Energisa, se tornou uma grande polemica nos últimos dias. O Tribunal de Contas do Estado –TCE negou em comunicado oficial que tenha aprovado naquela instituição o perdão da dívida afirmando que não tratou do assunto. Na Assembleia Legislativa, o deputado Aécio da TV jogou seus colegas na fogueira ao antecipar seu voto contra o perdão da dívida ficando no imaginário da população que os outros seis parlamentares da comissão técnica reverteram a posição contrária a isenção.

A quebradeira

Como consequência da pandemia do coronavirus que se alastra, a cidade de Porto Velho padece com uma quebradeira generalizada atingindo principalmente os pequenos e médios comerciantes. Lojas fechadas, galerias de escritórios cerrando as portas, os camelôs urrando, do centro histórico a Jatuarana, da Calama a Amador dos Reis, um verdadeiro after day. Uma situação inusitada e que vem piorando dia a dia.

Ranking da peste

Impressiona a posição de Candeias do Jamari, o jovem município, cidade satélite e dormitório, encravado ao lado de Porto Velho no ranking dos infectados pelo coronavirus. Alçou no início da semana uma das primeiras colocações na incidência, mesmo sendo um dos municípios com baixa população, comparado aos polos regionais de Ariquemes, Cacoal, Ji-Paraná, Vilhena, Rolim de Moura, Jaru, Guajará Mirim, Ouro Preto, Buritis, Machadinho, etc. Uma desgraceira geral.

Via Direta

*** O careca espertalhão da Havan incluiu a venda de arroz e feijão no rol de seus produtos para se tornar sua loja essencial e funcionar normalmente. Não perdeu tempo *** Municípios do interior de Rondônia têm se voltado contra a visita de moradores de Porto Velho tendo em vista a explosão de casos da pandemia do coronavirus. Em muitas cidades os portovelhenses vem sendo rejeitados pela superpopulação de infectados *** Se a capital rondoniense se tornou bode de bicheira para o interior rondoniense, o Brasil está se transformou em cão sarnento para os Estados Unidos, onde Trump já pensa em proibir novos voos para aquele País*** Trocando de saco para mala: em meio a toda esta tragédia, os políticos continuam rapinando, os traficantes traficando, e empresários inescrupulosos superfaturando *** Tudo sem dó e piedade de um estado já desamparado.


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sobre Carlos Sperança

Um dos maiores colunistas político do Estado de Rondônia. Foi presidente do Sinjor. Foi assessor de comunicação do governador José Bianco entre outros. Mantém uma coluna diária no jornal Diário da Amazônia.

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