Porto Velho/RO, 31 Março 2021 08:43:35

SolanoFerreira

coluna

Publicado: 31/03/2021 às 08h43min

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Não esquecer a história para que ela não se repita

Na data de hoje há 57 anos, o Brasil mergulhava em uma das fases mais obscuras de sua história. O Golpe Militar de 1964 levou o país  a..

Na data de hoje há 57 anos, o Brasil mergulhava em uma das fases mais obscuras de sua história. O Golpe Militar de 1964 levou o país a uma ditadura — uma das mais resistentes da América Latina —, que durou 21 anos, encerrando-se com a eleição indireta de Tancredo Neves pelo Colégio Eleitoral, em 1985, 

Foram duas décadas de um regime fechado que custou a vida de muitos brasileiros. O movimento político-militar foi justificado como em defesa da pátria e da família e contra uma ameaça comunista que rondava o país.

Foram anos de rígida censura à imprensa, de cerceamento do pensamento, de contenção da criação artística e cultural, e há quem diga que houve até manipulação de números e dados. Sem liberdade política e com perseguição aos adversários muitos líderes preferiram o exílio.

Esse acontecimento ficou no passado, mas hoje, cinco décadas depois, o país se ver novamente envolto a um novo clima com discursos antidemocráticos e com ameaças às instituições que são os pilares da democracia: a imprensa, o Legislativo e o Judiciário. 

É bom esclarecer que uma democracia só é forte o suficiente se houver a convivência dos contrários, e se houver a independência dos poderes. Mas o que se nota, é que a minoria em defesa de um golpe que brada nas redes sociais apelando pelo fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, é um ódio profundo à democracia, justamente porque é ela, ao permitir a convivência dos contrários que não consente a imposição de ideias.

O pensamento plural é necessário para que se avance no debate na busca de melhores saídas para a governabilidade do país. Não é jogando a culpa no Congresso, no Judiciário e na imprensa, que se resolverá os problemas graves do país. Essa saída só revela a incompetência em administrar.

No entanto, ao contrário de 1964, os militares de hoje têm demonstrações que não se deixarão levar pelo discurso ideológico e defenderão a legalidade, caso preciso for. O pedido de exoneração dos comandantes das Forças Armadas, ontem, provam isso. Essa história não pode cair no esquecimento. Ela precisa ser lembrada, sempre, para que não deixemos que se repita. Ditadura (de direita ou de esquerda) jamais! Liberdade sempre!


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sobre Solano Ferreira

Editor-Chefe do Diário da Amazônia. Comunicador Social e Marketing/ Mestre em Geografia. Atua na Gestão Estratégica e Gerenciamento de Crise.

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