Porto Velho/RO, 18 Outubro 2020 07:22:47

JoséLuiz

coluna

Publicado: 18/10/2020 às 06h00min | Atualizado 18/10/2020 às 07h22min

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 Nasce com força na Ponta do Abunã, uma nova fronteira agrícola

Nova Fronteira   Nasce com força na Ponta do Abunã, uma nova fronteira agrícola liderada pela soja milho, arroz e feijão, onde mais..

Nova Fronteira 

 Nasce com força na Ponta do Abunã, uma nova fronteira agrícola liderada pela soja milho, arroz e feijão, onde mais de 225 mil hectares de terras produtivas no eixo da BR 364 estão sendo incorporadas até a divisa com o Acre. De outra parte mais de 265 mil cabeças de bovinos de corte e leite, tornam a região da Ponta do Abunã responsável por mais de 30% dos tributos recolhidos pelo município de Porto Velho. A ponte sobre o rio Madeira, em fase final de construção uma luta dos governadores Marcos Rocha (RO) e Gladson Camelli (AC), sem sombra de dúvidas será o grande indutor para o desenvolvimento desta região que já caminha a passos largos. 

Visitas! 

Na quinta-feira (15), um grupo de produtores rurais rondonienses e Acreanos enfrentando chuva, sol, poeira e crateras na BR 364, que em determinados trecho o asfalto desapareceu, liderados pelo secretário de Agricultura do estado vizinho, Edivan Azevedo e pelo presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de Rondônia, (Faperon) Hélio Dias visitaram a região constatando na prática essa nova realidade no mundo do agronegócio que naturalmente vem transformando a paisagem. 

Surpreendente 

Na fazenda Esteio com 3.500 mil hectares de soja, milho, arroz e 50 hectares de milho pipoca, com um projeto de confinamento para 2 mil bois, o proprietário Gelson Botelho, em Vista Alegre do Abunã, usa, inclusive uma banda de satélite canadense para controlar tudo o processo de produção que garante uma média de 60 sacas de 60 quilos por hectare cultivada. Relatando que esse investimento em produtividade está ocorrendo na Ponta do Abunã, mas que pouca gente vai acreditar, pois eles controlam desde o período de sol e chuvas, até os insumos a ser aplicados nas lavouras sem afetar o meio-ambiente. É coisa de cinema! 

Agricultura Digital 

O engenheiro agrônomo, Maciel Viana, responsável pelo desenvolvimento técnico na produção de grãos na Fazenda Esteio, apresenta uma novidade para agricultura sustentável em Rondônia, a primeira indústria no estado a produzir inseticidas biológicos sem deixar resíduos no solo e nas plantas em 100% do plantio direto. Essa tecnologia desenvolvida na sede da própria fazenda assegura a nutrição das plantas no manejo do solo aumentando a produtividade. Que se tenha conhecimento essa é a primeira lavoura monitorada por satélite em Rondônia partindo para agricultura digital. 

Outro exemplo…! 

Quase na divisa imprecisa dos estados de Rondônia e Acre no eixo da BR 364, no distrito de Nova Califórnia, o empresário Túlio Lemos cultiva 1.500 hectares de soja e 300 de arroz acreditando no desenvolvimento da região composta por boa parte de áreas planas que necessitam apenas de pequenas correções no solo. Ao longo da BR 364, antes e depois da ponte no rio Madeira dezenas de áreas sendo preparadas para receber o plantio da soja, na sequência vem o milho e arroz.

Encurtando a distância 

Para Adélio Barofaldi presidente do grupo Rovema que nesta safra está semeando semente de soja, em 2 mil hectares de lavouras, aqui no município de Porto Velho, também ao longo da BR 364, com a ponte entregue no final do ano vai reduzir o custo no sistema de transporte e melhorar a lucratividade dos produtores na região. O superintendente da Federação das Indústrias de Rondônia (Fiero), Gilberto Batista compactua do mesmo ponto de vista, acreditando no desenvolvimento do agronegócio nesta área, incluindo a Ponta do Abunã visando ás exportações rumo a China e Ásia.  

Logística pesada 

Com o mau estado de conservação da BR 364, em que carretas e veículos de menor porte, estouram pneus, entortam rodas e quebram pontas de eixo, os valores cobrados na travessia do rio Madeira pelas balsas dói no bolso de quem produz. A travessia de balsa para uma carreta carregada custa R$ 120,00, vazia R$ 102,00, veículos de menor porte variam entre R$ 28,00 e R$ 22,00. Pelos levantamentos não oficiais atravessam o rio Madeira de balsa a uma média de 700 veículos a cada 24 horas. 

Finalizando 

Não adianta teimar e ser do contra com as novas tecnologias, o desenvolvimento do agronegócio na região norte de Rondônia e sul do Acre, é um fato incontestável. Boa leitura e bom domingo…!

Logística cara! 

Os produtores rurais que estão investindo pesado nesta safra 2020/2021, para cultivar mais de 30 mil hectares de lavouras na Ponta do Abunã até a fronteira com o Acre, enfrentam uma logística pesada, cada travessia de uma carreta carregada na balsa custa R$ 120,00 quando retorna quando está vazia e valor cai para R$ 102,00. Sem falar nos veículos pequenos e médios que giram num total superior a 700 a cada 24 horas. Muita gente aposta que o Governo Federal, não vai liberar a obra da ponte no rio Madeira este ano para beneficiar os barqueiros. 

Decepcionados! 

Autoridades e produtores tiveram uma decepção ao tentar visitar as obras da ponte no rio Madeira. Os técnicos que trabalham no local não conseguiram localizar pelo telefone, o superintendente do DNIT, André Lima para autorizar a visita. Sem comentário! 

Incorporando  

Para o Secretário de Agricultura do Acre, Edivan Azevedo a região da Ponta do Abunã e o sul do Acre podem incorporar mais de um milhão de hectares de terras produtivas, usando somente as áreas degradadas no futuro, gerando emprego, renda e desenvolvimento para a região como um todo. Hélio Dias, acredita que o agronegócio está mudando a história da região.


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sobre José Luiz Alves

Colaborador do Diário da Amazônia - José Luiz Alves, é jornalista. Apresenta aos sábados das 6h às 8h na Rede Tv Rondônia! o programa Campo e Lavoura, com informações ao homem do campo e produtores rurais, em cadeia com seis emissoras de rádios para todo o Estado de Rondônia.

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