Porto Velho/RO, 03 Abril 2020 08:00:29

CarlosSperança

coluna

Publicado: 03/04/2020 às 08h00min

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Nem sempre os recordistas de votos em RO seguiram suas carreiras com sucesso

A sina dos recordistas Nem sempre os recordistas de votos em Rondônia seguiram suas carreiras com sucesso.  Marcos Donadon, Zequinha..

A sina dos recordistas

Nem sempre os recordistas de votos em Rondônia seguiram suas carreiras com sucesso.  Marcos Donadon, Zequinha Araújo e Walter Araújo foram grandes pontuadores de votos a Assembleia legislativa em ocasiões distintas e com o tempo desmoronaram politicamente. Marinha Raupp foi a maior campeã de mandatos e de votos a Câmara dos Deputados e hoje não mais figura na relação dos parlamentares do Congresso Nacional. Valdir Raupp, seu esposo, foi recordista de votos ao Senado e no último pleito que disputou perdeu o cargo.

Em contrapartida, verdadeiros lanterninhas em disputas eleitorais acabaram se tornando prefeitos e governadores em Rondônia. O vereador José Guedes, o menos votado em 1982, acabou prefeito nomeado na capital, substituindo Sebastião Valadares ao meio da década de 80. O que dizer do deputado estadual Ângelo Angelin (MDB-Vilhena) que ganhou a cadeira de parlamentar numa recontagem de votos em 82 com o cacoalense Joaquim Rocha e que acabou nomeado governador, substituindo Teixeirão num mandato tampão em 1985?

É possível dizer que os últimos serão os primeiros em Rondônia. Numa peleja a presidência da Assembleia Legislativa, ainda nos anos 80, o deputado estadual Amizael Silva, o menos votado do PDS desbancou o favorito Amir Lando (MDB), numa reviravolta sensacional, onde até minutos antes da contagem dos votos, Lando era considerado eleito. Ao governo do estado foram inúmeras reviravoltas, até a recente de Marcos Rocha sobre Expedito.

Rondônia, de fato, é a das viradas políticas, que o diga Roberto Sobrinho,  inexpressivo, quando disputou uma eleição a prefeito, mas barrando uma aliança poderosa formada pela aliança Nazif/Carlinhos Camurça em 2002. 

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    A ameaça 

Os rondonienses que acompanham o noticiário político dos Estados Unidos já sabem que tramita no Congresso estadunidense projeto de autoria dos parlamentares democratas com o propósito de proibir a importação de produtos brasileiros, como a carne e a soja, como resposta ao aumento das queimadas na Amazônia nos últimos anos. Como se sabe, os dois itens citados – mais a madeira – são os mais importantes em nossa pauta de exportações.

      A intromissão

Se os Democratas americanos derrotarem o atual presidente Donaldo Tramp (Republicanos) em novembro, os Estados Unidos contarão facilmente com apoio da ONU para se intrometer na floresta brasileira, virando uma “covid” militar nestas bandas amazônicas. É urgente, portanto provar com ações rápidas e eficientes que o dinheiro, de fato e sem dúvidas, também dá em árvores com uma exploração racional.

A contaminação 

A infeliz ocorrência da contaminação de militares pela Covid-19 durante um curso do Centro de Instrução de Guerra na Selva  na região amazônica deixa claro que não basta ser jovem, forte ou atleta para garantir proteção contra o vírus ou evitar transmiti-lo. A pandemia, em plena desgraça, deveria unir os brasileiros contra todos os males que afligem o país – doenças, economia paralisada e o atraso.

Manto de rancores

A onda de insultos e incompreensões que domina o Brasil cria um espesso manto de rancores e escuridão que requer muita luz para se dissolver. Confúcio, o maior influenciador de todos os tempos, preferia acender uma vela a maldizer a escuridão, mas o que seria acender uma luz, nas condições do Brasil de hoje? Mesmo enfrentado um circo de horrores os políticos não se unem nem pelas causas mais importantes. 

O entendimento

Talvez ainda não seja possível chegar à potência da lâmpada mais luminosa do mundo, criada com o laser Diocles por cientistas do Nebraska (EUA), mas é possível desde já preparar muitas velas e tochas, que seria formar especialistas nas áreas de biologia, física, química e matemática e cientistas sociais para celebrar o entendimento entre os povos a partir de objetivos e ações em comunhão de esforços. É o que estamos precisando.

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Via Direta

*** Como já se sabe, o movimento nas funerárias de São Paulo, o epicentro brasileiro da pandemia do coronavirus já aumentou 20 por cento neste início de ano*** O Ministério da Saúde passou a informação para os governadores que o movimento funerário vai aumentar ainda muito mais nos estados  onde a pandemia começa a crescer com mais rapidez*** Os políticos seguem fazendo política em cima da pandemia e  a consequente desgraceira que rola entre os brasileiros***Trocando de saco para mala: Como se sabe há muito tempo Porto Velho é uma das cidades mais sujas do país e a situação só tem piorado nas últimas semanas por conta do lixo e de entulhos jogados nas ruas, calçadas, canais e igarapés causando alagações*** Em consequência a população de urubus, pombos e ratazanas  só tem aumentado em vários pontos da capital rondoniense, inclusive ao final das feiras livres. 

 


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sobre Carlos Sperança

Um dos maiores colunistas político do Estado de Rondônia. Foi presidente do Sinjor. Foi assessor de comunicação do governador José Bianco entre outros. Mantém uma coluna diária no jornal Diário da Amazônia.

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