Porto Velho (RO)07 de Agosto de 202619:19:34
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Dois adolescentes são investigados por criar deepfake sexual com imagem de professora

Dois adolescentes são investigados por criar deepfake sexual com imagem de professora


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A Polícia Civil identificou dois adolescentes como responsáveis pela criação e divulgação de vídeos pornográficos falsos produzidos com inteligência artificial utilizando a imagem de uma professora de 47 anos, em Feira de Santana (BA). Segundo a investigação, um dos envolvidos é aluno da vítima.

O caso veio à tona após a professora descobrir que sua imagem havia sido manipulada em vídeos de conteúdo sexual publicados em uma plataforma adulta. As duas publicações acumulavam aproximadamente 27 mil visualizações quando foram encontradas.

De acordo com a delegada Clécia Vasconcelos, titular da Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI) e da Delegacia Especial dos Crimes contra Crianças e Adolescentes, a investigação está na fase final. A polícia já identificou o computador utilizado na produção das montagens e trabalha na conclusão do inquérito.

As imagens foram criadas por meio da técnica conhecida como deepfake sexual, que utiliza inteligência artificial para inserir o rosto de uma pessoa em cenas falsas de nudez ou relações sexuais. Em um dos vídeos, a professora aparece vestindo a camisa da escola onde leciona. No outro, seu rosto foi manipulado para simular uma cena de sexo oral.

A vítima contou que tomou conhecimento das publicações após ser alertada por estudantes. Inicialmente, ela não acreditou na informação, mas decidiu verificar o conteúdo e encontrou os vídeos na plataforma.

Segundo a professora, o impacto foi imediato. Ela relatou ter sentido medo, indignação e desespero ao perceber que sua imagem havia sido usada sem autorização. Após reunir provas, como capturas de tela e os links das publicações, registrou um boletim de ocorrência e procurou a Delegacia para o Adolescente Infrator, por suspeitar que os autores fossem menores de idade.

A educadora afirmou que decidiu tornar o caso público para incentivar outras vítimas a denunciarem crimes semelhantes e reforçar que esse tipo de violência causa graves danos à reputação e à saúde emocional das pessoas atingidas. Para ela, a motivação dos responsáveis foi a tentativa de humilhação, e não de natureza sexual.

A delegada Clécia Vasconcelos informou que somente neste ano cerca de 50 pessoas procuraram a Polícia Civil de Feira de Santana para denunciar casos de deepfake sexual. Segundo ela, o número de ocorrências triplicou em comparação aos anos anteriores, principalmente entre adolescentes e no ambiente escolar.

Ainda de acordo com a investigadora, as mulheres representam aproximadamente 98% das vítimas desse tipo de crime. Ela orienta que pessoas afetadas preservem todas as provas, façam capturas de tela, salvem os links das publicações e registrem a ocorrência o mais rápido possível em uma delegacia ou pela Delegacia Virtual.


G1


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