Porto Velho/RO, 18 Fevereiro 2020 09:17:43

    SolanoFerreira

    coluna

    Publicado: 18/02/2020 às 09h17min

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    Novos concursos somente após reformas previstas

    O travamento de novos concursos promovidos pelo governo federal tem uma razão lógica e certa. O país compromete cerca de 75% de sua..

    O travamento de novos concursos promovidos pelo governo federal tem uma razão lógica e certa. O país compromete cerca de 75% de sua receita com pessoal, incluindo ativos e inativos. É um peso enorme que país algum consegue suportar e o Brasil passou do limite. A estratégia do Palácio do Planalto é segurar o máximo que pode até as reformas, principalmente a Reforma Administrativa, possam ser aprovadas pelo Congresso Nacional.

    A pretensão é terceirizar mais e contratar menos na forma direta. Os diversos benefícios, os salários acima da média de mercado, as progressões meteóricas e muitas outras facilidades tornaram o serviço público uma máquina pesada de carregar. Para manter todo esse fardo, a inciativa privada é apertada no máximo para dar conta de uma carga tributária fora da realidade. O governo também espera a aprovação da Reforma Tributária para tornar o custo competitivo da indústria brasileira mais dentro da realidade mundial, o que deve favorecer o crescimento econômico e a geração de empregos.

    O serviço público tornou ao longo do tempo um mecanismo difícil de se manter, ineficiente e oneroso se comparando com as atividades praticadas pela inciativa privada. Assim como já fez com as telecomunicações, vem fazendo com o setor energético, a pretensão é estender a abertura para que empresas prestam os mesmos serviços com maior eficiência, qualidade e agilidade.

    Passando as reformas é provável que muitos serviços públicos sejam extintos e os governos contratem apenas cargos técnicos e especializados, deixando a máquina pública mais enxuta e, consequentemente, menor carga tributária às empresas.


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    sobre Solano Ferreira

    Editor-Chefe do Diário da Amazônia. Comunicador Social e Marketing/ Mestre em Geografia. Atua na Gestão Estratégica e Gerenciamento de Crise.

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