Porto Velho/RO, 25 Janeiro 2020 10:00:02

    VictoriaAngelo

    coluna

    Publicado: 25/01/2020 às 09h52min | Atualizado 25/01/2020 às 09h59min

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    Paulo, maior símbolo da Fé Cristã, depois de Jesus.

    25 de Janeiro é dedicado a homenagear um dos mais importantes personagens da história Cristã. O apóstolo Paulo e suas missões.

    Como o santo nascido em Tarso, na Turquia, reinterpretou Jesus e deu origem ao cristianismo que nós conhecemos.

     

    O mundo cristão não seria o mesmo sem a mensagem que São Paulo transmitiu ao Império Romano. Para conquistar fiéis, ele fez concessões que desagradaram aos discípulos de Jesus – e ainda despertam acirradas discussões entre pensadores e religiosos. Afinal, Paulo espalhou ou deturpou a palavra de Cristo?

     

    A sua importância.

    Se a criação do Cristianismo enquanto religião é fundamentada nos ensinamentos de Jesus, Paulo foi o grande responsável por expandir a pregação do evangelho no intuito de robustecer o “corpo de Cristo”. Antes de sua conversão, contudo, o futuro apóstolo atendia pelo nome de Saulo de Tarso – e se dedicava à perseguição dos primeiros discípulos de Jesus na região de Jerusalém.

    De acordo com o relato bíblico, durante uma viagem até Damasco, Saulo teve uma visão do Messias envolto numa grande luz. O encontro deixou-lhe cego, mas sua visão foi recuperada três dias depois, após Ananias orar por ele e também o batizar. A partir daí, com o nome devidamente alterado para Paulo, tornou-se um dos mais proeminentes líderes do nascente Cristianismo.

    Por ser judeu da tribo de Benjamin, dominante da língua grega e detentor do título de cidadão romano, o apóstolo conseguiu enveredar pelas diversas culturas com grande destreza, aspecto que colaborou para a conversão em massa dos chamados gentios (povos e nações distintas dos israelitas). Não à toa, não somente foi o primeiro teólogo, como também criou uma sustentação fundadora que se transmutou em estrutura institucional, a base da Igreja.

     

    Paulo de Tarso ou simplesmente Paulo; palavra-chave para entender o Cristianismo.

    A influência no Cristianismo.

    Foi um dos mais influentes escritores do cristianismo primitivo, cujas obras compõem parte significativa do Novo Testamento. A influência que exerceu no pensamento cristão, chamada de “paulinismo”, foi fundamental por causa do seu papel como preeminente apóstolo do Cristianismo durante a propagação inicial do Evangelho pelo Império Romano.

    Conhecido também como Saulo, se dedicava à perseguição dos primeiros discípulos de Jesus na região de Jerusalém. De acordo com o relato na Bíblia, durante uma viagem entre Jerusalém e Damasco, numa missão para que, encontrando fiéis por lá, “os levasse presos a Jerusalém”, Saulo teve uma visão de Jesus envolto numa grande luz, ficou cego, mas teve a visão recuperada após três dias por Ananias, que também o batizou. Começou então a pregar o Cristianismo. Juntamente com Simão Pedro e Tiago, o Justo, ele foi um dos mais proeminentes líderes do nascente cristianismo. Era também cidadão romano, o que lhe conferia uma situação legal privilegiada. A questão de sua cidadania romana gera certa curiosidade. Paulo afirma em Atos 22, 28 ser romano “de nascimento”. Tal declaração parece indicar que o apóstolo herdou essa posição de seu pai.

    Treze epístolas no Novo Testamento são atribuídas a Paulo, mas a sua autoria em sete delas é contestada por estudiosos modernos. Agostinho desenvolveu a ideia de Paulo que a salvação é baseada na fé e não nas “obras da Lei”. A interpretação de Martinho Lutero das obras de Paulo influenciou fortemente sua doutrina de sola fide.

    A conversão de Paulo mudou radicalmente o curso de sua vida. Com suas atividades missionárias e obras, Paulo acabou transformando as crenças religiosas e a filosofia de toda a região da bacia do Mediterrâneo. Sua liderança, influência e legado levaram à formação de comunidades dominadas por grupos gentios que adoravam o Deus de Israel, aderiam ao código moral judaico, mas que abandonaram o ritual e as obrigações alimentares da Lei Mosaica por causa dos ensinamentos de Paulo sobre a vida e obra de Jesus e seu “Novo Testamento”, fundamentados na morte de Jesus e na sua ressurreição.

    Da cegueira à luz. Momento em que Paulo é provado da sua fé.

    Decapitação e morte.

    De acordo com a tradição cristã, Paulo foi decapitadoem Roma durante o reino do imperador Nero em meados dos anos 60 na Abadia das Três Fontes (em italiano: Tre Fontane). O tratamento mais “humano” dado a Paulo, em contraste com a crucificação invertida de São Pedro, foi graças à sua cidadania romana.

    Vários autores cristãos da Antiguidade já propuseram mais detalhes sobre a morte de Paulo. I Clemente, uma carta escrita pelo bispo de Roma, Clemente, por volta do ano 90 relata o seguinte sobre Paulo:

    “”Por causa de inveja e brigas, Paulo, pelo exemplo, mostrou a recompensa da resistência paciente. Após ele ter sido preso por sete vezes, ter sido exilado, apedrejado e ter pregado no ocidente e no oriente, ele recebeu o reconhecimento que era o prêmio da sua fé, tendo ensinado a retidão para o mundo inteiro e tendo chegado aos confins do ocidente. E quando ele já tinha dado seu testemunho perante os governantes, partiu deste mundo e foi para um lugar sagrado, tendo encontrado um notável padrão de resistência paciente.”

    — I Clemente, Clemente de Roma.

    Decapitação de Paulo por Henrique Simonet em 1887.

     

     

     

     

     

     

    Os restos mortais de Paulo.

    Em junho de 2009 o papa Bento XVI anunciou os resultados das escavações ali realizadas. O sarcófago em si não foi aberto, mas foi examinado por meio de uma sonda e revelou pedaços de incenso e de linho, azul e púrpura, assim como pequenos fragmentos de osso, que foram datados por radiocarbono como sendo do século I ou II. De acordo com o Vaticano, isto é uma evidência a favor da tradição de que ali está efetivamente o túmulo de Paulo.

     

     


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    sobre Victoria Angelo Bacon

    Colaborador do Diário da Amazônia - Jornalista e professora de Língua Portuguesa e Comunicação. Graduada pela Universidade do Estado do Paraná. Especialista em Mídias Sociais pela PUC/PR. Assessora de Comunicação do Governo de Rondônia. Lecionou disciplinas de Comunicação e Linguagem na UFAM, UAB/UNB e Rede Pública de Educação de Rondônia. Secretária Executiva da Universidade Federal de Rondônia e dirigente sindical do SINTUNIR- UNIR. Colunista e apresentadora no Rondoniaovivo do programa Diálogo. Âncora do programa Diálogo nas Redes Sociais na Rede TV Rondônia em 2020.

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