Porto Velho/RO, 13 Outubro 2021 08:52:24

CarlosSperança

coluna

Publicado: 13/10/2021 às 08h51min | Atualizado 13/10/2021 às 08h52min

A-A+

O Bolsonarismo rachou em Rondônia em três pedaços com a fusão do DEM e PSL e Cassol no PP

Bons argumentos As eleições na Alemanha resultaram em ampla derrota para os aliados do presidente Jair Bolsonaro naquele país, mas isso..

Bons argumentos

As eleições na Alemanha resultaram em ampla derrota para os aliados do presidente Jair Bolsonaro naquele país, mas isso também aconteceu nos EUA e maioria das nações europeias. Ligações políticas pessoais entre líderes não podem pautar as relações entre estados, sob pena de graves distorções nas relações comerciais de seus povos. Os líderes e as ideologias morrem, os estados, as nações e os povos permanecem, a não ser por genocídio ou tragédias que os levem ao extermínio. 

Contra as crises neoliberais, os social-democratas e verdes vencem eleições em cascata pelo mundo. Diante disso, a diplomacia brasileira, na tradição do Barão do Rio Branco, precisa contornar com sabedoria e a serviço dos interesses brasileiros as mudanças de governo no exterior. Já é possível nos Brics com a China, mais fácil será com a sóbria Alemanha.

A diplomacia renovada terá uma oportunidade de ouro na Conferência das ONU sobre Mudanças Climáticas (COP26), na Escócia, em novembro. Nela será possível apresentar dados do Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável, entidade que reúne grandes grupos empresariais do país, como a adoção de medidas para reduzir e compensar as emissões de gases causadores do efeito de estufa, descarbonização, investimentos em tecnologias verdes e metas ótimas de neutralidade climática. Os argumentos são bons e fortes.

…………………………………………………………………….

A representatividade

O comando nacional do União Brasil, criado a partir da fusão dos Democratas com o PSL, que tem sua oficialização ainda dependendo do TSE, seguiu as normas tradicionais dos partidos políticos. Com isto, coube a legenda mais representativa no estado, no caso o PSL de Rondônia, que conta com governador e um deputado federal, ficar com o controle. Agora, um “sem partido”, o senador Marcos Rogério também postulante ao CPA terá como opção acompanhar o presidente Jair Bolsonaro na sua nova legenda, migrar para o PSD de Expedito Junior  ou até apoiar um aliado ao governo, o prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (PSDB).

Base rachada

A grande verdade é que o bolsonarismo rachou em Rondônia em três pedaços. O primeiro com o PP, que tem como postulante ao CPA Ivo Cassol, uma sigla que poderá ser a hospedeira do atual presidente, o União Brasil agora com o governador Marcos Rocha ratificado no controle, e o agrupamento de Marcos Rogério com destino incerto e não sabido, mas também pretendente ao governo estadual. O bolsonarismo é forte no interior de Rondônia, mas rachado pode permitir um candidato avulso, como o MDB de Maria Elisa alcançar o segundo turno.

Novas regras

Já estão valendo as novas regras para as eleições de 2022. Será permitida a criação de federações de partidos para a disputa atuando como uma só legenda nos próximos quatro anos. A nova legislação endurece as regras para a distribuição das sobras eleitorais e os votos para os negros e as mulheres passarão a contar em dobro para efeito da distribuição de fundos eleitorais. Algumas novidades permitem a sobrevivência de siglas de aluguel e alguns partidos de esquerda que estavam morrendo por não cumprir as cláusulas de barreiras.

Siglas de aluguel

Portanto, todas as inciativas para reduzir o número de siglas em condições de disputar as eleições em 2022 foram por água abaixo. São mais de trinta e a clausula de barreira impedia pelo menos nove de entrar na peleja dos municípios. Segue também a oportunidade aos dirigentes partidários para alugarem suas legendas em alianças, o que vinha ocorrendo há várias temporadas e que se tentou barrar em projetos recentes. Os políticos mudam as regras a seu bel prazer e ao sabor de suas conveniências e mais uma vez ficou provado isto nas votações no Congresso Nacional.

Ficha meio limpa

E entre as novas regras em vigor para as eleições de 2022 vai valer a “ficha meio limpa” em vista do afrouxamento das leis para punir os políticos brasileiros que transformaram uma ciência em balcão de negócios. Muito ficha suja está reabilitado para as disputas. Tudo está sendo feito para livrar a pele dos faltosos. Contas rejeitadas passam a ser contas validadas e não será por isto que o candidato será impedido de disputar cargos eletivos. Aonde vamos parar torcida brasileira?

 

Via Direta

*** O roubo de fiação elétrica pelas residências tem causado sérios prejuízos a população em Porto Velho. Diariamente dezenas de casas são roubadas impiedosamente*** A Polícia tem sido incompetente para desvendar os receptadores e com isto esta modalidade de crime só tem aumentado*** Por falar em criminalidade, quem possui caminhonete que se cuide: tem sido  um dos principais  bens roubados para troca em drogas na Bolívia**** Nesta prática, geralmente as famílias são sequestradas na capital e só libertadas quando o veículo atravessa a fronteira em Guajará Mirim*** É tudo aumentou de novo, dos combustíveis as cartelas de ovos. Até osso os açougueiros andam cobrando R$ 4,00 o quilo. Aonde vamos parar nesta era do terror? Tempos difíceis. 


Deixe o seu comentário

sobre Carlos Sperança

Um dos maiores colunistas político do Estado de Rondônia. Foi presidente do Sinjor. Foi assessor de comunicação do governador José Bianco entre outros. Mantém uma coluna diária no jornal Diário da Amazônia.

Arquivos de colunas