porto velho - ro, 28 Setembro 2019 07:01:05

    SolanoFerreira

    coluna

    Publicado: 28/09/2019 às 07h00min

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    O Brasil e os tropeços da política ao futebol

    No futebol a coisa anda para trás com os técnicos sendo demitidos por causa de jogadores. Geralmente jogadores que estão em fase ruim,..

    No futebol a coisa anda para trás com os técnicos sendo demitidos por causa de jogadores. Geralmente jogadores que estão em fase ruim, mas querem se manter em campo por causa do nome e da história (e isso não ganha jogo), e se atrevem num confronto com treinadores, sempre levando vantagens por causa da cartolagem. Já são 19 demissões de técnicos nessa temporada de 2019 no Campeonato Brasileiro Séria A. Talvez por isso, nenhum brasileiro se destaca como melhor do mundo desde 2005, quando Kaká foi o último jogador brasileiro a levar o título. Time nenhum vai bem porque jogador manda mais que treinador, que deveria mandar na equipe.

    Somente nas últimas rodadas foram demitidos Rogério Ceni (Cruzeiro), Cuca (São Paulo), Zé Roberto (Fortaleza) Oswaldo de Oliveira (Fluminense) e Felipão (Palmeiras). Impossível montar um projeto assim. Se a desordem continuar, nenhuma equipe terá projeto a médio prazo, o que resulta em títulos e conquistas importantes. O futebol vem tornando um campo minado, onde jogadores dominam as equipes e treinadores e dirigentes pagam o pato.

    Se no futebol a coisa não vai bem, faça ideia na política. Um show de trapalhadas que em nada ajuda o país a sair do buraco. De discursos destemperados a atitudes impróprias, que levam os investidores ao temor, causando desaceleração econômica. os tropeços saem do universo das palavras mal ditas para o pavor de atitudes que desmontam os poderes. Legislativo, Executivo e Judiciário tem protagonizados espetáculos doloridos para a nação. A mais recente foi a do ex-procurador geral da República, Rodrigo Janot, que disse ter pensado em entrar no STF (Supremo Tribunal Federal), assassinar e ministro Gilmar Mendes, e se matar em seguida.

    Como disse o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, “quem vai investir num país desse”. E os investimentos podem reduzir tanto na economia geral, quanto na localizada, no caso o futebol, que vem se tornando aposta arriscada para patrocinadores. Está passando da hora do país andar numa condução coerente em todas as áreas. Política e futebol são apenas dois setores de destaques, que podem refletir o quanto a mente do brasileiro não vai bem.


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