porto velho - ro, 28 Dezembro 2018 08:16:55

Carlos Sperança

coluna

Publicado: 28/12/2018 às 08h16min

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O Brasil precisará se proteger do populismo das soluções fáceis

Um Brazil First? A proposta de que o mundo deva pagar pela preservação da Amazônia é justa, embora temerária como desafio e ainda pior..

Um Brazil First?

A proposta de que o mundo deva pagar pela preservação da Amazônia é justa, embora temerária como desafio e ainda pior se parecer chantagem. O jogo de Trump, via “America First”, é repleto de desafios e chantagens e se for copiado sem reservas poderá dar maus e imprevistos resultados.

O Brasil precisará se proteger do populismo das soluções fáceis e unilaterais baseadas em informações e crenças duvidosas. Supõe-se aqui que o Rio Amazonas seja o mais extenso do mundo por nascer na cordilheira do Andes, mas há estudos pelos quais a verdadeira nascente do Nilo é o Rio Rukarara, afluente do Akagera, antes considerado sua nascente. Com isso, o Nilo teria agora 7.088 km.

Não fará nenhuma diferença se o brasileiro continuar a crer que o Amazonas é maior que o Nilo. No entanto, crer que não existe a ameaça da mudança climática ou se indispor com clientes é correr sérios riscos, até de um desastre irreversível.

Um “Brazil First” criando atritos com vizinhos, investidores e consumidores estrangeiros é arriscado demais para o desenvolvimento nacional. O pragmatismo responsável inaugurado na política externa brasileira pelo ministro Azeredo da Silveira no Governo Geisel ainda parece o caminho mais seguro a trilhar.

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A pão e água

Por decisão do comando nacional do PSL, partido do presidente eleito Jair Bolsonaro, as legendas que formaram o Frentão de oposição na Câmara dos Deputados – casos do PSB/PDT e PC do B- serão tratadas a pão de água em todo o País e proibidas de celebrarem alianças com a base de apoio governista. A recomendação já teria sido enviada aos diretórios estaduais e municipais.

Os dois anos

Justamente no inicio da estação das chuvas, neste 1º de janeiro, o prefeito Hildon Chaves (PSDB) completa dois anos de gestão. No campo político, a gestão é marcada pela derrota do partido do alcaide na eleição ao governo do estado, com o candidato Expedito Junior sofrendo a maior derrota de todos os tempos. Mas Hildon tem tempo para se recuperar para a reeleição.

Clausula de barreira

Nas eleições de 2018, 30 partidos ganharam o direito de representação no Congresso Nacional e com isto terão o direito ao acesso dos fundos partidários orçados em quase R$ 1 bilhão para 2019. No entanto a clausula de barreira, que exige um mínimo de votos, vai reduzir sensivelmente o número de legendas a partir do ano que vem. Umas 14 devem acabar.

As novas fusões

As agremiações partidárias que não cumprirem as exigências da clausula de barreira serão obrigadas a se fundir a partir de agora. Algumas siglas já estão na mesa de negociações, caso do Patriotas que se fundiu com o PRP, do PC do B com o PPL, o PHS com o Podemos e também o PSDC que abriu conversações com o PR. Outras siglas seguem o mesmo caminho.

Plano Diretor

A revisão do Plano Diretor de Porto Velho seguirá avançando durante o próximo ano com audiências públicas, indicando um bom trabalho dos técnicos de planejamento do Paço Tancredo Neves. Ao longo de 2019 serão tratados assuntos de relevância como o parcelamento e uso do solo, o Código de Obras e a Lei do Conselho da Cidade.

Via Direta

*** Com a energia, passagens aéreas subindo quase cinco vezes a mais do que inflação, o custo de vida deve aumentar nos primeiros meses do ano *** Em vista da cheia do Rio Madeira, os braços do Madeirão em Porto Velho Velho, já causam preocupação a população dos bairros ribeirinhos *** Com tantos recursos ainda esta longe a definição de algumas cadeiras a Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados *** Mesmo depois da posse dos eleitos a pendenga seguirá pelos tribunais se resolvendo no tapetão.


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sobre Carlos Sperança

Um dos maiores colunistas político do Estado de Rondônia. Foi presidente do Sinjor. Foi assessor de comunicação do governador José Bianco entre outros. Mantém uma coluna diária no jornal Diário da Amazônia.

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