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Chagas Pereira

coluna

Publicado: 19/10/2018 às 08h52min

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O fenômeno da desinformação

Uma onda avassaladora de notícias falsas tem colocado em risco a credibilidade das eleições no Brasil. No Tribunal Superior Eleitoral..

Uma onda avassaladora de notícias falsas tem colocado em risco a credibilidade das eleições no Brasil. No Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a presidente Rosa Weber busca alternativas para frear essa avalanche de notícias falsas que tem contribuído para o descrédito da legislação eleitoral, principalmente porque afeta diretamente a lisura do pleito.

As chamadas fake news têm surtido um efeito devastador e deixado a Justiça Eleitoral apreensiva em relação às suas consequências. O relator especial para a Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), Edison Lanza, disse que nas campanhas políticas desenvolvidas no Brasil, entre diferentes candidatos à Presidência da República, houve “desinformações deliberadas”.

Lanza destaca que no Brasil houve muito movimento de desinformação deliberada, alguns com formatos jornalísticos falsos e outras com formatos mais difíceis de classicar como memes, notícias em formatos simplistas e outros tipos. O relator mencionou que as fake news ou notícias falsas representam um fenômeno “muito novo”, com poucos anos de descoberta, por isso, acredita ser “difícil” avaliar o impacto que elas têm na sociedade.

No Brasil, o fenômeno surgiu com muita força. Algumas dessas informações são notícias que a imprensa descobriu, desmascarando as equipes de campanha. Outras, as próprias plataformas indicaram e começaram a tomar medidas.

Lanza acentuou que quando uma decisão pode ser influenciada por um fluxo de informações falsas sobre um candidato ou partido, especialmente com as ferramentas tecnológicas que hoje permitem a viralização, tem-se um fenômeno muito perigoso.

As notícias falsas colocam em xeque a credibilidade de um processo que vem sendo aprimorado ao longo dos anos, sobretudo com a utilização de tecnologias que possam contribuir para dar uma transparência maior à sociedade.

O TSE lançou uma página na internet para ajudar a esclarecer o eleitorado brasileiro acerca das informações falsas e falaciosas que vêm sendo disseminadas pelas redes sociais. No entendimento da Justiça Eleitoral, a divulgação de informações corretas, apuradas com rigor e seriedade, é a melhor maneira de enfrentar e combater a desinformação.

A ética tem sido nocauteada em todo esse processo avassalador de notícias falsas, evidenciando que seus autores pouco ou quase nada se preocupam com os impactos das informações que são veiculadas. A dez dias das eleições do segundo turno para a Presidência da República e para o Governo de 14 unidades federativas, cabe aos candidatos e aos eleitores uma reflexão mais apurada quanto à credibilidade do processo eleitoral, a fim de que não haja dúvidas quanto ao resultado.


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