Porto Velho/RO, 23 Julho 2020 06:00:30

CarlosSperança

coluna

Publicado: 23/07/2020 às 06h00min

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O pleito 2020 não está despertando atenção de ninguém e temos uma pré-campanha morna

Astronautas terráqueos Chama atenção a pandemia obrigar o uso de trajes similares aos dos astronautas em missões espaciais. Se a vacina..

Astronautas terráqueos

Chama atenção a pandemia obrigar o uso de trajes similares aos dos astronautas em missões espaciais. Se a vacina definitiva não chegar, é provável que “astronautas” de terra firme se multipliquem nas ruas. Aliás, com a corrida no espaço contida, o interesse da Nasa se deslocou para o drama ambiental. Há pouco, a agência espacial estadunidense alertou que a onda de queimadas na Amazônia neste ano tende a piorar com o aumento das temperaturas no Atlântico Norte. É um claro ato de pressão.

Com o governo brasileiro pressionado, a fervura mundial aumenta justo em um momento delicado. O presidente Jair Bolsonaro, acometido pela Covid-19, mantém suas funções à distância, como em um bunker de guerra, enquanto o vice-presidente, Hamilton Mourão, é cobrado por diversos atores pelos erros que o Brasil acumulou na questão ambiental.

A pressão dos ambientalistas era desdenhada como falação de “gafanhotos verdes”, mas os investidores externos e o agronegócio mais moderno também não aceitam os efeitos da má imagem do Brasil no exterior, piorada pelas trapalhadas do Itamaraty. Não há como chamar a informadíssima Nasa de “gafanhoto” nem cola mais desqualificar as preocupações ambientais e sanitárias como exageros de desinformados ou inimigos do Brasil. Correta, portanto, a suspensão das queimadas pelo prazo de 120 dias. É ação e não falação. 

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Terras caídas

Pelo menos em Rondônia constatou-se uma redução nos efeitos do fenômeno das terras caídas tão comuns em estados da região como Pará e Amazonas. O incidente ocorre quando a água atua as margens dos rios causando erosão e abrindo cavernas subterrâneas até que uma ruptura provoque a queda do terreno que é tragado pelas águas. Em anos anteriores grandes pátios de empresas desbarrancaram em Porto Velho levando caminhões e máquinas rio abaixo.

As articulações

Depois do encerramento das rusgas e ataques das milícias virtuais bolsonaristas ao presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM) o parlamentar carioca entra em campanha para se reeleger com apoio de parte do “centrão”, coalizão de partidos de sustentação do Palácio do Planalto. No Senado, o atual presidente David Alcolumbre também se articula para mais um mandato e por conta disto se aproxima do presidente Bolsonaro.

Desempenho

O governador acreano Gladson Cameli conseguiu até agora o melhor resultado no combate ao coronavirus na região amazônica, reduzindo drasticamente os casos depois de um rigoroso bloqueio. O número de mortos voltou a aumentar, mas comparado a outros governadores do Norte, acusados de superfaturamento na compra de equipamentos e na aquisição de hospitais de campanha, Camelli também se saiu melhor. Os mandatários do Amazonas e do Pará foram os piores.

Sem revanche

A esperada revanche na eleição de 15 de novembro entre o deputado federal Leo Moraes (Podemos) com o prefeito Hildon Chaves (PSDB) está cada vez mais difícil de acontecer em Porto Velho. Estamos caminhando para o final de julho e as forças políticas ligadas aos dois candidatos seguem desmobilizadas. Mauro Nazif (PSB) que poderia buscar uma desforra contra os dois adversários também se faz de gato morto.

Eleição morna

O pleito 2020 não está despertando atenção de ninguém e temos uma pré-campanha morna nos principais municípios do estado. Alguns casos motivam o desanimo: a pandemia do coronavirus crescendo no estado, beirando os 30 mil casos, a decepção com a classe política que em plena tragédia da doença aproveitou para superfaturar a compra de remédios e equipamentos. A classe política se superou. Coisa de louco!

 

Via Direta

*** Aumentam as candidaturas femininas as prefeituras nesta temporada nas capitais. Em Porto Velho o  poder feminino terá a vereadora  Cristiane Lopes (PP), mas existem outros nomes cogitados na praça*** Também se destaca a tendência de postulações de militares  também em partidos da esquerda, algo raro em pleitos passados onde o ninho  os militares eram os partidos conservadores*** O ativista cultural Carlinhos Maracanã disputa mais uma vez cadeira da Câmara de Vereadores de Porto Velho*** O segmento precisa de mais representatividade nos parlamentos estaduais e municipais*** Recicladores e catadores de latinhas também terão seu postulante a vereança na capital: Carlos Gordurinha, com base na região do Lagoinha.  


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sobre Carlos Sperança

Um dos maiores colunistas político do Estado de Rondônia. Foi presidente do Sinjor. Foi assessor de comunicação do governador José Bianco entre outros. Mantém uma coluna diária no jornal Diário da Amazônia.

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